
Título: Espiral de artilharia
Autor: Ignacio Padilla
Sinopse: O pior dilema do prisioneiro está em duvidar de sua inocência e de sua culpa, diz o narrador de Espiral de artilharia, um médico que passa os dias numa prisão-sanatório rememorando os eventos que o levaram até ali. A trajetória pessoal do protagonista, um homem marcado por um incidente de juventude e pelo vício numa droga injetável, passa pela complexa situação política de seu país, dividido entre uma ditadura feroz, já em declínio, e um movimento revolucionário cujas origens e ações são difusas e misteriosas. Da relação do narrador com um dos delegados da repressão, com as moradoras do bordel de um porto longínquo e com um jornalista que investiga o naufrágio de um submarino, fatos que ele descreve em camadas que se contradizem e se iluminam, nasce uma trama original e surpreendente sobre identidade e destino. Segundo Ignacio Padilla, tem o formato de um romance policial. "Mas aqui não importa quem é o morto nem quem o matou. Interessa é saber quem o ressuscitou e por que o fez". Perguntas que não têm respostas fáceis: o autor as maneja por meio das ambiguidades da memória, das mentiras que se tornam verdades, mudando a natureza dos indivíduos à medida que a História desenvolve sua marcha irrefreável.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Espiral de artilharia”, de Ignacio Padilla, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2007 e com 165 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 165
Ano: 2007
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8535910522
ISBN13: 9788535910520
Sobre a editora
Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.
