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Estar vivo aleija

Título: Estar vivo aleija

Autor: Ricardo Araújo Pereira

Sinopse: As crónicas escritas para o jornal brasileiro Folha de S. Paulo, que mostram Ricardo Araújo Pereira como nunca o lemos antes. Do elogio do silêncio à crítica ao império dos telemóveis e das redes sociais, passando pela defesa da liberdade de expressão e pela metafísica do pecado, estes textos tanto falam de Cristiano Ronaldo como de Kierkegaard, do Candy Crush como de Flaubert. Pelo caminho, desmonta‑se o mito da auto‑ajuda, discutem‑se problemas de linguagem que só a RAP apoquentam, questionam‑se intolerâncias alimentares contemporâneas e o intemporal complexo de Édipo, levantam‑se questões prementes para os casais de hoje, como a escolha entre ter filhos ou ser feliz para sempre, e pergunta‑se que papel desempenha no mundo a pessoa, a gente, o povo e a humanidade. «Edith Piaf declarou famosamente que não se arrependia de nada. Que sorte. Eu sou o seu rigoroso inverso: arrependo‑me de tudo. Isto que vou fazendo não é exactamente viver. É o rascunho de uma vida. Precisava de outra para passar tudo a limpo e comportar‑me como deve ser. O meu epitáfio será, provavelmente: Aqui jaz Ricardo Araújo Pereira, com a mão na testa. É isso que vou fazer, parece‑me, mesmo antes de morrer. Levar a mão à testa e dizer, desconsolado: Ah. Então era assim que devia ter vivido. Devia ter feito muitas coisas que não fiz e não devia ter feito a maior parte das coisas que fiz. Os franceses têm uma expressão: L’esprit d’escalier, o espírito da escada. Serve para designar aquela resposta brilhante da qual a gente se lembra quando já é tarde demais. O orador abandona a tribuna e, no momento em que já vai a descer a escada, ocorre‑lhe o que, de facto, deveria ter dito. Eu terei o espírito da escada aplicado à vida: o espírito da tumba. Suspeito que só saberei viver depois de ter vivido. Só terei espírito quando já for um espírito.»

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Estar vivo aleija”, de Ricardo Araújo Pereira, publicado pela editora Tinta da China, em 2019 e com 152 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Tinta da China

Páginas: 152

Ano: 2019

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9789896714536

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Ricardo Araújo Pereira é marcada por um humor que transita entre o irônico e o afiado, com uma voz que se aproxima da conversa íntima, como se o autor falasse ao pé do ouvido do leitor. O ritmo varia entre o ágil das crônicas curtas e o mais pausado dos textos que refletem sobre temas mais amplos, como a linguagem, a cultura e o comportamento social. A tensão surge da combinação entre o riso provocado e uma crítica sutil, que convida o leitor a pensar sobre o cotidiano, a política e o futebol sob um olhar descontraído, mas atento. Há uma mistura de leveza e densidade, onde o humor não se limita ao engraçado, mas se torna instrumento para questionar e explorar contradições. Assim, os livros de Ricardo Araújo Pereira oferecem uma experiência que é ao mesmo tempo divertida e instigante, com textos que oscilam entre o tom coloquial e o ensaístico.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Tinta da China costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor intelectual com uma voz acessível, muitas vezes marcada por um tom próximo e até humorístico. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram temas históricos e políticos com profundidade, como a análise crítica do colonialismo português ou a reflexão sobre regimes autoritários, sempre com um olhar que convida à reflexão. Há também espaço para narrativas pessoais e coletâneas que trazem à tona vozes marginalizadas, como as de mulheres viajantes ou ativistas contemporâneos, o que amplia o alcance da editora para leitores interessados em histórias de resistência e transformação social. A linguagem varia entre o lírico e o seco, o ensaístico e o narrativo, com textos que transitam entre o humor e a seriedade, a crônica e o estudo, o que sugere um catálogo plural, porém coerente em sua busca por provocar o pensamento e o envolvimento do leitor.

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