
Título: Eureka
Autor: Edgar Allan Poe
Sinopse: "aos que sentem mais do que pensam" (prólogo, por cortazár) Os bons leitores deste poema cosmogônico são aqueles que aceitam, em um plano poético, o vertiginoso itinerário intuitivo e intelectual que Põe lhes propõe e que assumem por um momento esse ponto de vista divino a partir do qual ele pretendeu olhar e medir a criação. Nossa época tem poucos poetas cosmogônicos; a poesia é sempre coisa sublunar. É raro e vivificante descobrir essa atitude em um ou outro poeta; e a experiência de ler ao primeiro Jules Laforque, volve por um instante o espírito à sua verdadeira situação no cosmos, situação da qual os hábitos mentais o afastam continuamente. Quando Põe, na talvez mais bonita passagem de Eureka, nos coloca dentro do imenso Y maiúsculo da Via Láctea e nos mostra que o céu que vemos mais ou menos estrelado depende somente de que, num caso estamos olhando ao longo do Y, e no outro, através dele, tem-se por um instante uma vertigem de infinitude, porque junto com ele estamos olhando com olhos mais que humanos, com olhos abertos no limite de uma tensão poética e mental à beira da ruptura. Somente assim se deve ler Eureka, lembrando que ele o dedicou "a aqueles que sentem, mais do que àqueles que pensam" e o apresentou como um produto de arte. Considerando tudo, as melhores páginas já escritas sobre este livro continuam sendo as de Paul Valéry.* No fundo, Põe não se equivocava ao atribuir importância a seu livro, porque acreditava essa importância de uma ordem distinta. E é assim que a considera W. H. Auden: "Havia muito mais de audaz e de original em tomar o mais antigo dos temas poéticos - mais antigo até que a história do herói épico -, ou seja, a cosmologia, a história de como as coisas chegaram a existir tal como são, e tratá-lo de maneira completamente contemporânea, e fazer em inglês e no século XIX o que Hesíodo e Lucrécio haviam feito em grego e latim há séculos atrás..." Põe o fez e acabou consumindo sua inteligência nessa desesperada empresa mais solitária que todas as outras suas. No ano seguinte, quando errava pela Filadélfia alucinado e bêbado, escreveria à Sra. Clemm: "Não tenho vontade de viver desde que escrevi Eureka. Não conseguiria escrever mais nada." Júlio Cortázar http://docs12.minhateca.com.br/913803503,BR,0,0,Eureka---Edgar-Allan-Poe.txt
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Eureka”, de Edgar Allan Poe, publicado pela editora Max Limonad, em 1986 e com 145 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Max Limonad
Páginas: 145
Ano: 1986
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Max Limonad costumam trazer obras que estimulam o debate e a reflexão crítica, muitas vezes partindo de questões complexas como direitos humanos, direito tributário e temas jurídicos contemporâneos. A leitura aqui é marcada por textos densos, que combinam análises teóricas com abordagens práticas, especialmente no campo do direito e das ciências sociais. Algumas obras apresentam um tom mais acadêmico e analítico, enquanto outras exploram narrativas que dialogam com filosofia e até mesmo literatura experimental, criando um contraste interessante no catálogo. O ritmo das publicações pode variar entre o didático e o provocativo, com textos que convidam o leitor a revisitar as perguntas iniciais e a ampliar seu entendimento sobre temas atuais e históricos.
