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Fandango: De chilenas Dos Irmãos Lara

Título: Fandango: De chilenas Dos Irmãos Lara

Autor: Eraldo Miranda

Sinopse: Tradição Tropeira da região de Capela do Alto, área correspondente aos costumes Sorocabanos. Fandango de Chilenas dos Irmãos Lara, família tradicional da região e que preservam as danças de Tradição Tropeira da cidade de Capela do Alto. Sobre o Fandango de Chilenas: Aluísio de Almeida, pseudônimo do cônego Luís Castanho de Almeida, em Danças caipiras, além de confirmar a baralhada que fazem com a denominação dessa dança, afirma que sua área se estende de Sorocaba a Cruz Alta, no estado do Rio Grande do Sul, presente portanto, na região campeira. Leiamos: “O bate-pé, racha-pé, sapateado, cateretê, cateretê mineiro, fandango considerado como dança especial, são tão semelhantes entre si, que não passam de uma variante da mesma dança. A diferença pode estar na velocidade com que os pés batem no chão tal como o sapateado tatuiano, que é ligeirinho como quê! O ritmo, obtido pelas chilenas, grandes rosetas de esporas dos antigos tropeiros sorocabanos. Ao levantar do chão, os dois pés em conjunto, o dançador une os calcanhares, de sorte que uma chilena se choque com a outra. É preciso lembrar que as esporas eram de prata, donde, além do ritmo, o som agradável. A área geográfica dessa modalidade do bate-pé ia de Sorocaba a Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, e ainda há pouco foi possível realizar uma demonstração. Além disso foi dança de um grupo social, dos tropeiros. Documentos abundantes mostram que, desde Cubatão até o Interior mais distante, os tropeiros, de tropa arriada e de animais chucros, transformavam os pousos e ranchos em sedes de danças por eles preferidas, quase sempre o bate-pé”. Nesse texto de Araújo fica nítida a opção do autor em considerar toda forma de bate-pé como cateretê; assim o fandango remanescente do tropeirismo na região sudoeste paulista fica considerado como uma das variações do cateretê. Em outro texto sobre o fandango, Araújo traz a seguinte afirmação, baseado em sua pesquisa sobre os ciclos do fandango: Pelos antigos caminhos de tropas, hoje já não dançam mais o fandango; persiste porém a prática do cateretê. Acontece que a este chamam-no de fandango, como registramos em Tatuí, Quadra, Guareí, Araçoiaba da Serra; onde a urbanização e principalmente o desejo de exibir-se em palanques oficiais, introduziram novidades no cateretê, afandangando-o. "O fandango de chilenas e suas transformações no tempo" BRUNO DE SOUZA SANCHES

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Fandango: De chilenas Dos Irmãos Lara”, de Eraldo Miranda, publicado pela editora Espaço Idea, em 2013 e com 104 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Espaço Idea

Páginas: 104

Ano: 2013

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8581070825

ISBN13: 9788581070827

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Eraldo Miranda conduz o leitor a universos onde a fantasia e a simplicidade se entrelaçam, criando cenários que oscilam entre o encantamento infantil e reflexões sobre a diferença e a amizade. A narrativa costuma ser acessível, com ritmo fluido, convidando a uma imersão leve, mas que não dispensa momentos de surpresa e emoção contida. Os textos exploram tanto o imaginário lúdico quanto temas que tocam a construção de vínculos e a valorização das pequenas grandes descobertas do cotidiano. Em meio a personagens singulares, a prosa revela uma sensibilidade que estimula o leitor a questionar e a se encantar, sempre com um tom acolhedor e por vezes delicadamente irônico.

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