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Farmácia de Platão, A

Título: Farmácia de Platão, A

Autor: Jacques Derrida

Sinopse: “... A maior precaução será não escrever, mas aprender de cor, pois é impossível que os escritos não acabem por cair no domínio público. Por isso, para a posteridade, eu mesmo não escrevi sobre tais questões. Não há obra de Platão e jamais haverá uma. O que atualmente designa-se sob esse nome é de Sócrates, no tempo de sua bela juventude. Adeus e obedece-me. Tão logo tenhas lido e relido esta carta, queima-a.” Platão, carta II, 314 c. Esta é uma das obras mais consagradas de Jacques Derrida. Tomando como ponto de partida o diálogo do Fedro, de Platão, Derrida nos apresenta aquela que considera sua questão central: escrever é decente ou indecente? Trata-se, á primeira vista, de uma genealogia da escritura, no mito de Theuth, é apresentada como phármakon, uma medicina, um remédio. Ora, como nos faz notar o autor, phármakon é um termo ambíguo, de duplo sentido, podendo significar remédio ou veneno, podendo ser benéfico ou maléfico. Mas como lidar com esta duplicidade de sentido, como ler nas camadas do texto platônico isto que não para de oscilar de um lado a outro? A escritura, ou o phármakon, apesar de ter sido apresentada como um remédio para a memória e a instrução, se revela, no entanto, nociva. Mas por quê? Ora, o que se parece ser de efeito maléfico na escritura é que ela pode e quer se colocar no lugar da fala, lugar que é, também, aquele do pai que fala, do responsável. Não será surpresa então, se a escritura for acusada de órfã, bastarda, semimorta e até mesmo de parricida... Mas esses são apenas alguns dos elementos da química utilizada por Derrida para fazer funcionar sua Farmácia. O jogo filosófico deve começar, então, quando o phármakon da escritura for articulado com a própria possibilidade da filosofia, possibilidade que é em si mesma ambígua, furtiva, sem fundo.

Contexto da obra

Nas Ciências Sociais, obras como esta costumam interessar pela forma como ampliam a leitura da sociedade. “Farmácia de Platão, A”, de Jacques Derrida, publicado pela editora Iluminuras, em 2020 e com 128 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Sociais. Por isso, o livro tende a ganhar força quando lido também como ferramenta de compreensão do mundo social.

Editora: Iluminuras

Páginas: 128

Ano: 2020

Edição: 1

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8573212225

ISBN13: 9788573212228

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,002
  • Altura (cm): 14,00
  • Largura (cm): 21,00
  • Espessura (cm): 2,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Jacques Derrida é um convite a um percurso denso e exigente, onde o ritmo varia entre o rigor filosófico e a experimentação linguística. A prosa frequentemente se desdobra em jogos de sentido e ambiguidades, que desafiam o leitor a acompanhar um pensamento que se desconstrói enquanto se constrói. A experiência é marcada por uma tensão entre o abstrato e o concreto, com passagens que exploram desde temas éticos e políticos até questões linguísticas e psicanalíticas. O foco intelectual é intenso, mas há momentos em que a escrita se torna quase performativa, como se o texto encenasse a própria reflexão. Ler Derrida é lidar com uma escrita que não se entrega facilmente, que provoca dúvidas sobre a linguagem, a escrita e a filosofia, deixando perguntas abertas sobre a relação entre vida, morte, justiça e diferença.

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Sobre a editora

Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.

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