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Festa No Covil

Título: Festa No Covil

Autor: Juan Pablo Villalobos

Sinopse: O romance de estreia de Juan Pablo Villalobos é surpreendente em muitos sentidos. Breve e incisivo ao revelar a face mais violenta da realidade (não apenas) mexicana sob uma ótica insólita, entra no cânone da narcoliteratura sem ceder aos tiques próprios do subgênero. Em Festa no covil, a vida íntima de um poderoso chefe do narcotráfico - Yolcault, ou “El Rey” - é narrada pelo filho. Garoto de idade indefinida, curioso e inteligente, o pequeno herói, que vive trancado num “palácio” sem saber a verdade sobre o pai, reconta sem filtros morais o que presencia ou conhece pela boca dos empregados ou pela tevê. Seu passatempo é investigar secretamente os mistérios que entrevê, colecionar chapéus e palavras difíceis e pesquisar sobre samurais, reis da França e animais em extinção, sempre com o auxílio de seu preceptor - um escritor fracassado egresso da esquerda. Esse pequeno príncipe, tão mimado quanto privado de infância, tem um desejo obsessivo: completar seu minizoológico particular com o raríssimo hipopótamo anão da Libéria. Reveses nos negócios paternos e a conveniência de o grupo abandonar o México por um tempo acabam tornando realidade o safári para capturar o tal hipopótamo em risco de extinção. A viagem à África com seus percalços e o regresso ao “palácio” constituem a grande iniciação do narrador-protagonista, a quem só na última linha é dado chamar o pai de “pai”. Festa no covil é surpreendente também no seu percurso editorial: seus originais chegaram à editora espanhola Anagrama sem as indicações de praxe nem a chancela de concursos literários, caindo nas graças de Jorge Herralde, o mais respeitado editor do mundo hispânico. Publicado em junho de 2010, logo começou a receber os mais veementes elogios dos principais suplementos e revistas culturais de ambos os lados do Atlântico.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Festa No Covil”, de Juan Pablo Villalobos, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2012 e com 96 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 96

Ano: 2012

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535920269

ISBN13: 9788535920260

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,154
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 0,90

Sobre o autor

A leitura dos livros de Juan Pablo Villalobos é marcada por um equilíbrio entre o humor afiado e a crítica social, onde o absurdo e o cotidiano se entrelaçam de forma inesperada. Seus textos costumam alternar entre narrativas ágeis e momentos de reflexão, com personagens que transitam entre o ingênuo e o cínico, criando uma tensão constante entre o que é real e o que beira o surreal. A prosa é econômica, mas rica em imagens vívidas e detalhes que revelam camadas complexas da realidade, muitas vezes sob uma ótica irônica. O leitor encontra histórias que misturam o local e o global, a violência e a ternura, sempre com um olhar que evita o sentimentalismo fácil. Os livros de Juan Pablo Villalobos provocam uma experiência de leitura que desafia a percepção do leitor sobre temas como família, poder e identidade, deixando perguntas sobre a condição humana e as contradições da vida contemporânea.

Ver mais sobre o autor

Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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