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Gay Talese: Fama e Anonimato

Título: Gay Talese: Fama e Anonimato

Autor: Gay Talese

Sinopse: No início dos anos 60, o repórter Gay Talese saiu pela ruas de Nova York e descobriu uma segunda Estátua da Liberdade, cuja única função seria confundir os desavisados. Constatou também que os nova-iorquinos piscavam em média 28 vezes por segundo; que sob chuva o movimento do comércio caía de 15% a 20%, mas menos gente se matava nesses dias; que um mergulhador ganhava a vida recuperando objetos perdidos no fundo da baía de Nova York; que as prostitutas promoviam anualmente um baile em homenagem aos cafetães da cidade, e que as faxineiras do Empire State encontravam mais ou menos 5 mil dólares por ano nas 3 mil salas do edifício. Fama e anonimato está repleto de informações assim: aparentemente inúteis, mas que, nas mãos de um escritor de primeira categoria, imprimem a textura real da cidade e o rosto de seus habitantes. Nas três séries de reportagens reunidas neste livro - a primeira, sobre o estranho universo urbano que é Nova York; a segunda, sobre a saga da construção da ponte Verrazzano-Narrows, e a terceira, sobre artistas e esportistas americanos -, Talese abriu a picada do que mais tarde seria batizado de "novo jornalismo" ou jornalismo literário, um tipo de reportagem que alia um texto de alta qualidade a um olhar que foge aos lugares-comuns. Foi esse espírito de observação que levou Gay Talese a escrever um perfil considerado exemplar pela leveza e audácia com que foi feito: "Frank Sinatra está resfriado". Nesse texto, incluído na terceira parte do livro, o repórter faz um retrato certeiro do cantor, sem que tenha conseguido entrevistá-lo. Publicado no Brasil pela primeira vez em 1973, sob o título Aos olhos da multidão, o livro se tornou uma raridade disputada em sebos. Esta nova edição traz dois textos inéditos em livro, que narram a feitura do perfil de Sinatra e das matérias sobre a ponte Verrazzano-Narrows, além de um posfácio do jornalista Humberto Werneck.

Contexto da obra

Na área de Linguística e Comunicação, livros como este costumam interessar por linguagem, discurso e mediação. “Gay Talese: Fama e Anonimato”, de Gay Talese, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2004 e com 536 páginas, integra a categoria Livros de Linguística e Comunicação. Na prática, isso ajuda a entender melhor o lugar do livro entre linguagem, análise e formas de comunicação.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 536

Ano: 2004

Edição: Comunica‹o

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535904891

ISBN13: 9788535904895

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,656
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 3,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Gay Talese é uma imersão em narrativas que oscilam entre o íntimo e o social, o detalhismo minucioso e o panorama amplo. Sua prosa combina a elegância de um estilo apurado com uma tensão sutil, que prende o leitor tanto pela delicadeza da observação quanto pela coragem dos temas abordados. Os relatos, que ora se aproximam do romance, ora se firmam na reportagem rigorosa, exploram a complexidade das relações humanas, os bastidores do poder e os recantos pouco iluminados da vida cotidiana. A experiência é marcada por um ritmo que varia entre o contemplativo e o envolvente, revelando personagens e situações com uma profundidade que desafia o olhar superficial. Em meio a essa diversidade, os livros de Gay Talese destacam-se pela capacidade de revelar o que está oculto sob a superfície, seja na intimidade sexual, na construção de uma cidade ou na trajetória de figuras públicas.

Ver mais sobre o autor

Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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