
Título: Gilberto Calungueiro: se esse boneco falasse
Autor: Jadiel Lima
Sinopse: O malote de Gilberto Ferreira de Araújo, 76, nascido em Areia Branca-RN, mas adotado por Icapuí-CE, não carrega apenas os calungas que lhe deram o segundo nome — Gilberto Calungueiro tem nada menos que 60 anos de história no ofício do teatro de bonecos. Já fez Ceará e Rio Grande do Norte a pé e de jumento. Já voou de avião para Brasília, São Paulo, a brincar seus calungas. Já virou Mestre da Cultura do Ceará, pelo Tesouros Vivos da Cultura, em 2006, e Mestre do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, junto a outros 12 bonequeiros cearenses, quando a manifestação foi registrada patrimônio em 2015. Por onde chega e com quer que esteja, passa simplicidade, espontaneidade, arranja logo um assunto, uma anedota, faz sorrir. Por trás da empanada é quase igual, fica um pouco mais atrevido quando acompanhado de Baltazar, Filomena, Miguelino, João Redondo, os Irmãos Guedes, o Padre, o Diabo: os calungas. “Gilberto Calungueiro: Se esse boneco falasse”, o primeiro livro do jornalista Jadiel Lima, 24, perfila o cotidiano deste bonequeiro que conseguiu a raridade de ser homem e boneco, ao transmutar, de modo profundo, na arte e no humor a própria narrativa. Entre um café e outro, na casa dele em Icapuí, cenário para o livro-reportagem, o Calungueiro conta desde quando teve o primeiro contato com os calungas, ainda criança, brechando a apresentação de um bonequeiro com os amigos; de como foi e voltou a Canindé-CE de graça, em uma promessa para conseguir os primeiros bonecos; até quando viajou para seu primeiro festival nacional, em Brasília. A ludicidade dos calungas e da própria história de vida de Gilberto contrasta com dramaticidade dos desafios do ofício, marcado pela aridez do litoral e do sertão e as intempéries da pesca, a profissão segunda. A persistência trouxe glórias: A maior delas ver o filho Marquinhos Calungueiro, 40, e o neto Miguel, 6, levando à frente o legado com os bonecos. “Gilberto Calungueiro: Se esse boneco falasse” tem previsão para lançamento em maio. O evento de lançamento contará com brincadeira de calungas com Gilberto Calungueiro e Marquinhos Calungueiro e uma conversa com o autor Jadiel Lima, em Icapuí-CE. Este projeto de publicação tornou-se viável por meio do apoio cultural do XI Edital de Incentivo às Artes 2016, da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Gilberto Calungueiro: se esse boneco falasse”, de Jadiel Lima, publicado pela editora Expressão Gráfica e Editora, em 2019 e com 216 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Expressão Gráfica e Editora
Páginas: 216
Ano: 2019
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788542014471
Sobre a editora
Os livros da editora Expressão Gráfica e Editora oferecem uma experiência de leitura marcada pela diversidade temática e pela atenção a contextos culturais e históricos brasileiros, especialmente do Nordeste. O catálogo inclui obras que transitam entre o relato memorialista e o relato investigativo, com narrativas que exploram desde histórias locais e urbanas até reflexões sobre tragédias e questões sociais complexas. A linguagem varia entre o tom didático e o narrativo, com textos que vão do detalhamento técnico, como no estudo do balé, até crônicas e romances que valorizam a oralidade e o coloquialismo regional. Essa variedade sugere um interesse editorial em obras que dialogam com a memória, a cultura popular e temas contemporâneos, com ritmo que ora é reflexivo, ora mais tenso e envolvente.
