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Gran Cabaret Demenzial

Título: Gran Cabaret Demenzial

Autor: VERONICA STIGGER

Sinopse: A narrativa provocante e perturbadora de Gran cabaret demenzial, o segundo livro da contista gaucha Veronica Stigger, revela um erotismo quase escatologico, alem da ironia que trata acontecimentos violentos com distanciamento patetico e humor corrosivo. Domitila, personagem do primeiro conto, segue tranquilamente sua rotina, mesmo depois de perder dois dedos ao bate-los num poste, quebrar o antebraco num outro acidente e perder o braco ao tentar dar um tapa numa arvore. Em outro conto, 'Cubiculo', o absurdo e um casal que mantem sua preocupacao com o espaco para os livros ao se mudar de um apartamento para um banheiro, e do banheiro para uma privada, e da privada para um intestino. A autora escreveu seus livros concomitantemente as pesquisas que realizou para seu doutorado em historia da arte, no qual analisa as relacoes entre arte, mito e rito na modernidade. O projeto grafico tem participacao do artista plastico Eduardo Verderame. Nele, alternam-se dois temas: o corpo e a cidade. Impresso em duas cores, a edicao traduz a diversidade dos temas e as gradacoes dos tons da narrativa. Um livro cheio de surpresas, como o texto de sua autora.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Gran Cabaret Demenzial”, de VERONICA STIGGER, publicado pela editora COSAC NAIFY, em 2007 e com 128 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: COSAC NAIFY

Páginas: 128

Ano: 2007

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8575035835

ISBN13: 9788575035832

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,400
  • Altura (cm): 13,90
  • Largura (cm): 19,90
  • Espessura (cm): 7,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Veronica Stigger é marcada por um encontro constante entre o estranho e o cotidiano, onde o familiar se torna inquietante e o absurdo se infiltra nas situações mais corriqueiras. Sua prosa alterna entre narrativas curtas e fragmentadas, quase como pequenos rituais ou epifanias, e relatos mais longos que misturam diferentes formas, como cartas e diários, criando uma experiência multifacetada. O ritmo pode ser abrupto e seco em algumas passagens, com personagens que parecem anestesiados diante da violência ou do inusitado, enquanto em outras há uma ironia corrosiva que provoca risos desconfortáveis. A tensão emocional muitas vezes brota do corpo — suas fragilidades, acidentes e transformações — e da linguagem, que surge como uma arqueologia de fragmentos e diálogos incompletos. Ler Veronica Stigger é navegar por um universo onde o mito, o ritual e a arte se entrelaçam com o presente, deixando perguntas abertas sobre a sobrevivência, a identidade e o sentido do real.

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Sobre a editora

Os livros da editora Cosac Naify costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor documental e narrativa cuidadosa, frequentemente explorando a história da arte, literatura e cultura com profundidade. O catálogo revela uma predileção por textos que dialogam com o passado, seja por meio de biografias detalhadas, ensaios críticos ou clássicos literários revisitados. A linguagem tende a ser clara e precisa, com ritmo que pode variar do ensaístico ao narrativo, mantendo sempre um tom reflexivo e, por vezes, poético. Há uma atenção especial à fidelidade das traduções e à qualidade das ilustrações, que enriquecem a leitura e ajudam a construir atmosferas específicas. A diversidade do catálogo permite tanto uma imersão em temas acadêmicos quanto em histórias literárias que abordam conflitos sociais e humanos em diferentes épocas.

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