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Gustav Klimt

Título: Gustav Klimt

Autor: Folha de S. Paulo

Sinopse: Fantasias douradas Colaboração para Folha Online Em 1894, ao receber a incumbência de pintar três grandes painéis para o teto do auditório da Universidade de Viena, o artista Gustav Klimt provocou escândalo. Os professores e diretores da Universidade de Viena ficaram chocados. Acharam que aquilo era uma provocação, um emaranhado caótico e sem sentido de imagens, algumas delas supostamente beirando a pornografia. Ao representar as figuras da Filosofia, da Medicina e da Jurisprudência -- os três cursos da Universidade --, Klimt deixara de lado o estilo que o consagrara até ali. Entre outras obras, ele já havia assinado a decoração do teto e das escadarias laterais do imponente Teatro Municipal de Viena, além de ter finalizado o projeto de decoração do Museu de História da Arte da cidade. Era, portanto, quase uma espécie de muralista oficial, filiado à Sociedade dos Artistas Vienenses. Mas, dessa vez, nos painéis da Universidade, lançara mão de alegorias inusitadas, em que corpos nus femininos eram apresentados em poses tidas como obscenas, enquanto os rostos, com olhos semicerrados e bocas entreabertas, passavam um ar de lascívia e de uma mórbida sensualidade. Sem falar que, ao abandonar o olhar realista e adotar os maneirismos da art nouveau, Klimt provocou duplo espanto entre os tradicionalistas. Em 1906 conheceu Egon Schiele em cuja obra exerceu grande influência. A polêmica teve início em 1900, quando Gustav Klimt, já rompido com a conservadora Sociedade dos Artistas Vienenses, passara a dirigir uma entidade dissidente, a Secessão de Viena. Em uma exposição patrocinada pelo novo grupo, exibiu o primeiro dos três painéis, A Filosofia. Alvo de acirradas controvérsias, prosseguiu no trabalho durante mais alguns anos, aem 1905 retirou os painéis e devolveu seus honorários , após receber uma saraivada de críticas que extrapolou os muros da Universidade e reverberou na imprensa local.. O último painel, A Jurisprudência, foi concluído somente em 1907. Livre das amarras oficiais, Klimt deu prosseguimento a sua carreira com uma dose ainda maior de liberdade. Deixou a Secessão para, com outros colegas, fundar o chamado Grupo Klimt. Apesar do escândalo dos painéis para a Universidade, tornou-se o artista predileto da sociedade local, destacando-se como um retratista original, especializado em pintar rostos femininos envoltos em uma esmerada ornamentação, o que viria a se tornar uma marca registrada. Seus trabalhos mais famosos pertencem à chamada "fase dourada", na qual mais uma vez retratou preferencialmente mulheres, de forma quase figurativista, mas em que as figuras humanas são adornadas por espirais, arabescos, pequenos objetos e formas geométricas. O aspecto naturalista das mãos e corpos contrasta com o fundo exuberante e fantasioso. Barbudo, na maioria das vezes envolto em uma túnica escura sem colarinho, Gustave Klimt tornou-se uma figura exótica, célebre por seus muitos casos amorosos. Ao longo de muitos anos tentou, sem sucesso, ser admitido na Academia de Arte de Viena. Só em 1917, aos 55 anos, recebeu o devido reconhecimento, ao ser eleito membro honorário daquela entidade. Não houve tempo, contudo, para desfrutar de tal homenagem. No início do ano seguinte, em janeiro, sofreu um ataque de apoplexia e morreu quase um mês depois.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Gustav Klimt”, de Folha de S. Paulo, publicado pela editora Sol 90, em 2007 e com 96 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Sol 90

Páginas: 96

Ano: 2007

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8599264427

ISBN13: 9788599264423

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Folha de S. Paulo oferece um mergulho em narrativas que transitam entre o histórico e o artístico, com um ritmo que varia do detalhamento contemplativo à objetividade informativa. Em alguns momentos, a prosa se detém em descrições ricas, como a ambientação de museus e obras de arte, criando imagens vívidas e quase táteis. Em outros, o texto se mostra mais direto, focando em fatos e contextos sociais, o que confere uma tensão intelectual mais contida e centrada no conhecimento. Essa alternância entre o íntimo das histórias pessoais e o externo dos acontecimentos culturais e históricos provoca uma experiência de leitura que estimula tanto a curiosidade quanto a reflexão. Os livros de Folha de S. Paulo costumam apresentar personagens e situações que convidam o leitor a questionar o papel da arte, da história e da ironia na construção da experiência humana, sem perder a clareza e a objetividade.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Sol 90 convidam o leitor a uma imersão na vida e obra de grandes nomes da arte e da história, com um olhar que mistura biografia, contexto social e análise estética. A experiência de leitura é marcada por narrativas densas, que exploram tanto a trajetória pessoal dos personagens quanto os conflitos internos e externos que influenciaram suas criações. O tom é geralmente reflexivo e detalhado, com passagens que destacam tensões emocionais, como angústia, loucura e paixão, revelando o lado humano por trás da genialidade. O catálogo sugere uma preferência por textos que combinam informação histórica com uma linguagem acessível, sem perder a profundidade. Há obras que enfatizam a transformação artística e a ruptura com tradições, enquanto outras focam em trajetórias de ativismo social e político.

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