
Título: historia de esquecimento cavalcanti
Autor: Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti
Sinopse: Gritei, e pulei da cama como se não fosse aquele velho sem forças, e o desgosto já não tivesse me matando, e pudesse aguentar aquele cheiro de ausência em minhas entranhas, e sair a saltitar, menino serelepe, nas brincadeiras – que a memória é mortal quando se perde uma mulher e não se sabia dizer quem era quem – do tempo de juventude, e na juventude do tempo da velhice, e na vida. Tudo correndo sem pausa. E eu pensei que fosse Ana. Corri para acender a luz, na incerteza da minha própria existência, mas a realidade esbofeteou meu rosto. A dor que não passara mostrava-se no espelho, quando, passando por ele o olhei, lugar de esconderijo dela, e fui fisgado. Quase riu de mim. Muita crueldade para um velho. Voltei para a cama com dores nas juntas, peso nas costas, medo nos olhos e uma ausência terrível dentro de mim. Materializada pelo vazio da cama. Chorei. Trecho do conto (Tiraram-me de mim)
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “historia de esquecimento cavalcanti”, de Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti, publicado pela editora Benfazeja, em 2016 e com 128 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Benfazeja
Páginas: 128
Ano: 2016
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 856957715X
ISBN13: 9788569577157
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,155
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora Benfazeja costumam apresentar narrativas densas e reflexivas, que transitam entre conflitos políticos, existenciais e sociais. A experiência de leitura frequentemente envolve personagens que enfrentam dilemas profundos, seja em cenários fictícios marcados por tensões de poder, seja em ambientes íntimos onde as relações familiares e as questões de identidade ganham destaque. O tom varia entre o poético e o crítico, com obras que exploram a subjetividade e a angústia humana, além de outras que adotam uma escrita mais direta e até bem-humorada. O catálogo sugere uma preferência por textos que provocam o leitor a pensar sobre o indivíduo em sua complexidade, com ritmo que ora é tenso e investigativo, ora contemplativo e lírico.
