
Título: Historia Do Teatro Brasileiro
Autor: João Roberto Faria-(Direcao)
Sinopse: Com este primeiro volume da História do Teatro Brasileiro, vai chegando a termo um projeto longamente acalentado pela editora Perspectiva, o qual, a partir de 2002, começou a ser concretizado, sob a direção de João Roberto Faria, com a participação de um corpo de colaboradores de notória competência teórica e crítica e ora coeditado pelas Edições SESC-SP. Trata-se, pois, de uma obra coletiva; e nem poderia ser diferente dada a amplitude, diversidade e profundidade que o movimento teatral e os trabalhos em arte dramática assumiram em nosso país como efetiva resposta do que ocorre internacionalmente nesse domínio. E, pelo que se poderá ler neste tomo, ver-se-á, queremos crer, que ele reúne não só o saber e a pesquisa dos autores participantes como, no conjunto, uma concepção historiográfica que, sem atribuir peso descabido à sua novidade, traduz os debates, os pontos de vista e os reclamos dos processos artísticos, sociais e culturais ora em curso nos palcos nacionais sob as luzes eletrônicas e globalizadas da atualidade cênica. Não será, portanto, pretensão afirmar que uma súmula dessa natureza, de há muito desejada pela crítica e pelos estudiosos do teatro na universidade, na imprensa e, mais que todos, pelos que praticam diuturnamente a arte da representação clássica ou performática, encontra-se agora à disposição do público leitor.Atento às várias épocas e modos de realizar a arte teatral no Brasil, este primeiro volume, Das Origens ao Teatro Profissional da Primeira Metade do Século XX, considera e avalia as suas inter-relações e diferenças. O teatro jesuítico, por exemplo, requer uma abordagem diacrônica, voltada mais para um trabalho arqueológico, em virtude da escassez documental e textual em que está envolvido esse fazer teatral, muito embora as páginas a ele dedicadas tenham recebido o sopro de uma tentativa de captar sua realidade enquanto expressão de uma arte que só se materializa por sua vida no aqui e agora. Assim sendo, relevam não só os aspectos ligados ao escrito dramatúrgico, como tudo o que ele envolvia para expor-se e comunicar-se com seu espectador, num movimento de captura do processo vivo das primeiras manifestações teatrais no Brasil Colônia. Subsequentemente, o mesmo propósito e os mesmos instrumentos de abordagem estendem-se aos desdobramentos anteriores do teatro em cena até meados do século XX, quando o "teatrão", embora conservando espetáculos e artistas de vitalidade convincente, é questionado por novas propostas com atrevimentos da vanguarda e embasamento nas realidades socioculturais de novas formas da existência coletiva. É claro que esse percurso diacrônico propõe, desde logo, um enfoque mais centrado no exame crítico e teórico sincrônico dos problemas constantes na ordem do dia do teatro contemporâneo - é o que faz Do Modernismo às Tendências Contemporâneas, o segundo volume desta História do Teatro Brasileiro.
Contexto da obra
Na área de Cinema e Artes Performáticas, livros como este costumam ampliar repertório e leitura crítica. “Historia Do Teatro Brasileiro”, de João Roberto Faria-(Direcao), publicado pela editora Perspectiva, em 2021 e com 504 páginas, integra a categoria Livros de Cinema e Artes Performáticas. Esse contexto costuma ser útil para entender melhor o alcance formativo e interpretativo do livro.
Editora: Perspectiva
Páginas: 504
Ano: 2021
Edição: Artes e Cultura
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8527309467
ISBN13: 9788527309462
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,868
- Altura (cm): 25,50
- Largura (cm): 18,00
- Espessura (cm): 2,50
Sobre a editora
Os livros da editora Perspectiva costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico e profundidade reflexiva, com foco em temas como filosofia, história, artes e ciências sociais. O catálogo privilegia obras que exploram a cultura, a política e a religião sob perspectivas históricas e críticas, muitas vezes atravessadas por análises detalhadas e linguagem densa, mas acessível. Há um equilíbrio entre textos ensaísticos, estudos históricos e biográficos, e abordagens fenomenológicas ou semióticas, que convidam o leitor a um envolvimento intelectual prolongado. O tom, em geral, é sério e contemplativo, com ritmo que privilegia a reflexão mais do que a narrativa rápida.
