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Homens e carangueijos

Título: Homens e carangueijos

Autor: Josué de Castro

Sinopse: Escrito em 1966 e com uma única edição no Brasil lançada em 1967, HOMENS E CARANGUEJOS é o único romance do renomado cientista Josué de Castro,. Num texto tocante - de tom memorialístico e autobiográfico -, ele narra a história de vida de um menino pobre que começa a descobrir o mundo e logo se depara com a miséria e a lama do mangue. As brincadeiras de infância são trocadas pelo duro trabalho nos manguezais, nos quais os meninos se tornam caranguejos, num estranho mimetismo que o autor já aponta no prefácio: "Seres humanos que se faziam assim irmãos de leite dos caranguejos. Que aprendiam a engatinhar e andar com caranguejos da lama e que depois de terem bebido na infância este leite de lama, de se terem enlambuzado com o caldo grosso da lama dos mangues e de se terem impregnado do seu cheiro de terra podre e de maresia, nunca mais se podiam libertar desta crosta de lama que os tornava tão parecidos com os caranguejos, seus irmãos, com as duras carapaças também enlambuzadas de lama." Em HOMENS E CARANGUEJOS, ele conta como percebeu o fenômeno da fome, como a descobriu fenômeno social, uma criação do homem e força social. Mais que um drama ficcional, este livro mostra a realidade de uma comunidade imprensada entre a estrutura agrária feudal e estrutura capitalista. Um cenário que até hoje persiste no Nordeste do Brasil, sem integração e que vegeta às margens da sociedade.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Homens e carangueijos”, de Josué de Castro, publicado pela editora Bertand Brasil, em 2003 e com 112 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Bertand Brasil

Páginas: 112

Ano: 2003

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8528610330

ISBN13: 9788528610338

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Josué De Castro revela um olhar que mistura a precisão científica com uma narrativa profundamente humana e sensível. Seus textos transitam entre o memorialístico e o ensaístico, com ritmo que ora se detém em detalhes da vida cotidiana, ora avança para análises sociais amplas. A tensão nasce do contraste entre a crueza das condições sociais retratadas e a delicadeza do relato, que muitas vezes se aproxima do íntimo, especialmente ao descrever experiências de infância e comunidades marginalizadas. A prosa é concreta, com imagens fortes que evocam a lama dos manguezais ou a geografia da fome, construindo um panorama que é ao mesmo tempo local e global. A experiência de leitura provoca reflexão sobre as causas estruturais da pobreza e da fome, deixando no leitor a pergunta sobre a persistência dessas realidades e a possibilidade de transformação social.

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