
Título: Impressões de Viagem – CPC, vanguarda e desbunde
Autor: Heloisa Buarque de Hollanda
Sinopse: Uma percepção refinada da reviravolta na cultura nacional que contém temas que “a universidade brasileira ainda não absorveu ou está absorvendo com dificuldade”, como explica Zuenir Ventura nas orelhas do livro. As “impressões” dão conta do período final da década de 50 até a queda do Ato Institucional n° 5, em dezembro de 1978. Em sua viagem, a autora investiga três momentos recentes da produção cultural brasileira: a arte revolucionária do Centro Popular de Cultura (CPC), o Tropicalismo e sua censura à intelligentzia de esquerda, a proximidade com os canais de massa e o desbunde, arte marginal do início dos anos 70, alternativa à produção e veiculação do mercado. Talvez a extrema proximidade com seu objeto de estudo pudesse atrapalhar no diagnóstico da cultura nos anos 60/70. Mas Heloisa consegue com habilidade manter-se isenta criticamente e enriquecer o trabalho com sua experiência vivenciada. Como afirma Silviano Santiago em texto inédito na quarta capa, a leitura de Impressões de Viagem é moderna e deve ser feita de forma crítica para que, lendo o passado, o presente possa ser melhor esclarecido.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Impressões de Viagem – CPC, vanguarda e desbunde”, de Heloisa Buarque de Hollanda, publicado pela editora Brasiliense, em 1981 e com 200 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Brasiliense
Páginas: 200
Ano: 1981
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora BRASILIENSE convidam a uma imersão em temas históricos, sociais e culturais com abordagem analítica e narrativa densa. O catálogo privilegia obras que exploram desde a formação das cidades e sistemas econômicos até movimentos sociais e transformações políticas, sempre com um olhar crítico e fundamentado. A leitura costuma exigir atenção aos processos históricos e sociais, com textos que mesclam didatismo e reflexão, abordando desde o feudalismo até a industrialização e lutas operárias. Há também espaço para narrativas que exploram memórias pessoais e coletivas, às vezes com um tom mais intimista ou literário, o que indica uma diversidade que vai do ensaio histórico ao relato ficcional e poético.
