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Infanticídio Indígena: o Dilema da Travessia

Título: Infanticídio Indígena: o Dilema da Travessia

Autor: Wilsimara Almeida Barreto Camacho

Sinopse: A obra “Infanticídio” indígena: o dilema da travessia apresenta um assunto ainda considerado por muitos um tabu. No Brasil, há em algumas etnias indígenas a prática do chamado “infanticídio”, que consiste no homicídio ou abandono de crianças na mata em razão de serem deficientes físicas ou mentais, gêmeas ou filhas de mães solteiras. O objetivo da autora Wilsimara Almeida Barreto Camacho é analisar tal prática à luz do sistema constitucional e infraconstitucional brasileiro, de modo a articulá-lo ao Direito, na interpretação das normas e regras jurídicas, à Sociologia e à Antropologia, na leitura de uma sociedade nomeadamente multiétnica. O ponto de tensão que despertou o interesse da autora pelo estudo é a contraposição do direito à vida, garantido constitucionalmente no Brasil e por tratados internacionais dos quais é signatário, e o direito à preservação dos costumes pelos povos indígenas, também garantido pela Constituição Brasileira e internacionalmente. Além de procurar estabelecer os marcos jurídicos, sociais e culturais para alcançar uma linha de comunicação que desse conta da complexidade da análise, também se articulou, na grade teórica jurídico-cultural, o relativismo cultural e o universalismo dos direitos humanos. Mais do que analisar a prática do “infanticídio” e adotar uma ou outra posição entre o universalismo dos direitos humanos e o relativismo cultural, a obra dá destaque ao direito à diferença, pressuposto do relativismo cultural, que não pode representar a obrigação da diferença, impedindo o diálogo intercultural. Em uma sociedade multicultural, o reconhecimento não se restringe a simples cognição do outro por parte da consciência, mas considera a razão como “historicamente contingente”, admitindo que seu conteúdo varie ao longo de diferentes épocas, sociedades e culturas. Dessa forma, a obra “Infanticídio” indígena: o dilema da travessia apresenta-se como leitura fundamental a profissionais de Direito, Antropologia, Sociologia e demais interessados, trazendo à tona um tema que merece ser discutido com prudência e destreza, como o fez Wilsimara Almeida Barreto Camacho.

Contexto da obra

Em coleções literárias, um livro como este costuma ganhar também um sentido editorial mais amplo. “Infanticídio Indígena: o Dilema da Travessia”, de Wilsimara Almeida Barreto Camacho, publicado pela editora Appris Editora, em 2017 e com 113 páginas, integra a categoria Livros de Coleções Literárias. Por isso, o leitor pode ganhar outra perspectiva quando observa não só o texto, mas também a coleção que o abriga.

Editora: Appris Editora

Páginas: 113

Ano: 2017

Edição: 1

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8547305521

ISBN13: 9788547305529

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,200
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,80
  • Espessura (cm): 0,70

Sobre a editora

Os livros da editora Appris Editora apresentam um olhar atento a temas contemporâneos e questões sociais, educacionais e culturais, com textos que transitam entre análises teóricas e relatos práticos. A experiência de leitura frequentemente envolve reflexões críticas sobre educação, saúde, direitos humanos e práticas profissionais, com uma linguagem que varia entre o acessível e o acadêmico, sempre com densidade conceitual. O catálogo indica uma preocupação com a formação de sujeitos em contextos diversos, desde a infância até a vida adulta, e com temas que dialogam com políticas públicas, inovação e práticas interdisciplinares. Há obras que exploram desde o ensino formal e suas metodologias até debates sobre sexualidade, envelhecimento, cultura e memória, revelando um perfil editorial que privilegia o aprofundamento e a problematização social.

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