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IVAN CARDOSO: O MESTRE DO TERRIR

Título: IVAN CARDOSO: O MESTRE DO TERRIR

Autor: Remier

Sinopse: Em O Mestre do Terrir, o cineasta carioca Ivan Cardoso, um "primitivo de vanguarda" segundo as palavras de Décio Pignatari, disseca a sua obra em depoimento colhido pelo pesquisador de cinema Remier Lion Rocha. Forjado sob a mesma repressão perpetrada pela Ditadura Militar que Glauber Rocha e os demais cinemanovistas sofreram, Cardoso viria a conceber um cinema que, usando a máscara do chamado "terrir" e a estética udigrudi, afrontava diretamente aquela repressão e seus desdobramentos. Mais importante do que isso, sua estética não se esgota nessa tal afronta. Pode-se dizer que os filmes de Cardoso propõem uma espécie de carnavalização cinematográfica, uma vez que, contrário a qualquer espécie de ingenuidade, exibem um niilismo ideológico assombroso e, acima de tudo, divertido. Segundo as suas próprias palavras, Cardoso fez "filmes da época e não filmes de época". Ou seja: seu cinema é atemporal e acaba se situando além das correntes cinematográficas e convenções do gênero. O depoimento presente em O Mestre do Terrir vem ajudar o espectador a contextualizar melhor o cinema de Ivan Cardoso, evitando generalizações bizarras (como, por exemplo, rotulá-lo de "trash") e conferindo a filmes como O Segredo da Múmia, As Sete Vampiras e O Escorpião Escarlate a dimensão que lhes é de direito.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “IVAN CARDOSO: O MESTRE DO TERRIR”, de Remier, publicado pela editora IMESP, em 2008 e com 516 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: IMESP

Páginas: 516

Ano: 2008

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8570606524

ISBN13: 9788570606525

    Sobre a editora

    Os livros da editora IMESP costumam apresentar uma leitura que mescla história, cultura e artes sob perspectivas detalhadas e documentais. A experiência de leitura frequentemente envolve narrativas que exploram trajetórias históricas, biográficas e culturais com atenção a contextos sociais e políticos, muitas vezes com um tom analítico e reflexivo. O catálogo sugere um foco em obras que dialogam com temas paulistas, memórias pessoais, artes plásticas e movimentos culturais, além de relatos que aproximam o leitor de processos históricos complexos, como a formação do Estado e a atuação de instituições públicas. Há também obras que valorizam a oralidade e o registro documental, conferindo um ritmo que pode oscilar entre o didático e o mais narrativo, dependendo do enfoque adotado.

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