
Título: Julietas Encarceradas
Autor: João Timótheo Maciel Porto
Sinopse: O livro Julietas encarceradas: caminhos etnocenológicos de uma montagem espetacular com mulheres em restrição de liberdade consiste na produção e adaptação cênica da peça teatral Romeu e Julieta, de Shakespeare. Foi no Presídio Feminino do Distrito Federal (PFDF) que o texto shakespeareano foi adaptado pelo Grupo Teatral Julietas Encarceradas, para Duas faces de Julieta. Essa adaptação teve como referência teórica a escuta e o olhar sensíveis, a alteridade, a casa originária, a fragmentação do sujeito e os aprendizados adquiridos. Foram observadas, neste livro, as teorias de Arminio Bião, Jean Marie Pradier, Alexandra Gouvêa Dumas e Jorge das Graças Veloso, que fundamentam a Etnocenologia, a análise de Stuart Hall sobre a fragmentação do sujeito na modernidade e os estudos de Gaston Bachelard sobre os caminhos ancestrais e a casa ontológica. Este livro foi dividido em três partes: a primeira foi a apresentação das mulheres do grupo teatral, observando-se a subjetividade ontológica das pesquisadas e as trajetórias do pesquisador; a segunda, os caminhos da Etnocenologia da espetacularidade e os direitos das mulheres presidiárias; a terceira foi a produção do objeto estético na adaptação da peça Romeu e Julieta. Esta obra trata ainda da episteme do corpo da mulher presidiária e seu gestual adverbial, que tem como referência da teoria de Bião, do gesto significativo, que leva à teatralidade e à consciência reflexiva tendo como resultado a ação e reação nas cenas que foram criadas. Outro aspecto é a alteridade que reconhece a outra pessoa e seu lugar de pertencimento como sendo legítimos pela sua própria existência, independentemente de qualquer inferência externa. Para a concretização do livro, foram aplicadas as apetências que são simultaneamente essenciais e existenciais, que justifica o interesse da mulher em seu objeto e trajeto, sem a qual não se pode construir competência, que é o conjunto de capacidades, experiências e práticas, e que pode permitir a elas a plena execução dos seus propósitos com seus repertórios. Por fim, refletiu-se sobre as condições da mulher encarcerada no contexto da política de aprisionamento desenvolvida no Brasil.
Contexto da obra
Na área de Artes, livros como este costumam interessar pelo repertório visual e pela reflexão estética. “Julietas Encarceradas”, de João Timótheo Maciel Porto, publicado pela editora Appris Editora, em 2022 e com 131 páginas, integra a categoria Livros de Artes. Esse contexto costuma ser útil para perceber como o livro pode ampliar olhar e sensibilidade.
Editora: Appris Editora
Páginas: 131
Ano: 2022
Edição: 1
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6525021243
ISBN13: 9786525021249
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,230
- Altura (cm): 23,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 2,00
Sobre a editora
Os livros da editora Appris Editora apresentam um olhar atento a temas contemporâneos e questões sociais, educacionais e culturais, com textos que transitam entre análises teóricas e relatos práticos. A experiência de leitura frequentemente envolve reflexões críticas sobre educação, saúde, direitos humanos e práticas profissionais, com uma linguagem que varia entre o acessível e o acadêmico, sempre com densidade conceitual. O catálogo indica uma preocupação com a formação de sujeitos em contextos diversos, desde a infância até a vida adulta, e com temas que dialogam com políticas públicas, inovação e práticas interdisciplinares. Há obras que exploram desde o ensino formal e suas metodologias até debates sobre sexualidade, envelhecimento, cultura e memória, revelando um perfil editorial que privilegia o aprofundamento e a problematização social.
