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Le grand cahier

Título: Le grand cahier

Autor: Ágota Kristóf

Sinopse: Dans la Grande Ville la guerre fait rage. Pour l'éviter, une femme dépose ses deux jumeaux chez leur grand-mère à la campagne. Celle-ci, vieille femme méchante, sale et avare, les admet tout juste chez elle. Les deux enfants, livrés à eux-mêmes, apprendront à surmonter le froid, la faim et les cruautés quotidiennes dans un pays dévasté. Le « Grand Cahier » est celui dans lequel les deux enfants s'astreignent à rédiger avec la plus grande objectivité possible leurs découvertes et leurs apprentissages. Par exemple, « Il est interdit d'écrire : « la Petite Ville est belle », car la Petite Ville peut être belle pour nous et laide pour quelqu'un d'autre ». Les deux enfants, monstrueux et fascinants, rejettent ainsi toute morale voire toute valeur et, bien malgré eux, se construisent les leurs. Ce récit froid et factuel projette de plein fouet le lecteur dans la réalité de la guerre.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Le grand cahier”, de Ágota Kristóf, publicado pela editora French & European Pubns, em 1995 e com 183 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: French & European Pubns

Páginas: 183

Ano: 1995

Edição:

Linguagem: francês

ISBN: 2020239264

ISBN13: 9782020239264

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Agota Kristof é marcada por uma prosa seca e objetiva, que evita sentimentalismos e adjetivos desnecessários, criando um clima de frieza quase cortante. Essa escrita direta constrói uma tensão constante entre o que é narrado e o que fica subentendido, levando o leitor a questionar a realidade dos fatos e a confiabilidade dos narradores. Os personagens, muitas vezes crianças ou jovens, enfrentam situações extremas de violência, guerra e abandono, e a narrativa acompanha suas estratégias de sobrevivência e suas transformações internas. O ritmo varia entre momentos de relato quase documental e passagens que flertam com o sonho ou o delírio, criando um contraste entre o íntimo e o externo. O humor, quando presente, é sutil e irônico, funcionando como uma espécie de alívio diante do cenário áspero. Ao final, os livros deixam no leitor uma reflexão sobre a crueldade da existência e a complexidade dos sentimentos humanos, especialmente em contextos de sofrimento e perda.

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