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Lira Paulistana

Título: Lira Paulistana

Autor: Mário de Andrade

Sinopse: Lira paulistana foi o último livro escrito por Mário de Andrade. Os poemas que compõem a obra começaram a ser redigidos em meados de junho de 1944, quando o autor foi acometido por aquilo que chamou de “louca”, sendo que “A meditação sobre o Tietê”, penúltimo poema do livro, foi concluída em 12 de fevereiro de 1945, poucos dias antes da morte do escritor. A obra, assim, teve a sua primeira publicação póstuma, uma edição da Livraria Martins Editora, casa editorial de São Paulo que estava encarregada de publicar as Obras completas de Mário de Andrade. Os poemas do livro, vinte e nove no total, consolidam muitas das preocupações manifestadas por Mário de Andrade desde o final da década de 1930, quando, diante de um mundo conflagrado na Segunda Guerra Mundial e com o Brasil vivendo a ditadura do Estado Novo, o escritor se debruçou sobre a poesia engajada e a arte social. Essas preocupações se fazem sentir nos temas dos poemas, assim como em seus aspectos formais e estéticos, marcados pela retomada de recursos menos experimentais. Isso, contudo, não se fez sem contradições e dilemas.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Lira Paulistana”, de Mário de Andrade, publicado pela editora Oficina de Letras, em 2020 e com 168 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Oficina de Letras

Páginas: 168

Ano: 2020

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 6588186002

ISBN13: 9786588186008

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Mario De Andrade é um mergulho em um Brasil multifacetado, onde o folclore, o cotidiano e as contradições nacionais se entrelaçam em narrativas que oscilam entre o lúdico e o crítico. A prosa ora se mostra inventiva e rapsódica, com ritmo que acompanha a oralidade popular, ora se revela densa e simbólica, exigindo atenção para captar as múltiplas camadas culturais presentes. A tensão nasce da convivência entre o humor irreverente e a reflexão sobre identidade e transformação social, enquanto personagens carregam traços de ambiguidade e complexidade, como o anti-herói que representa o próprio Brasil. A poesia, por sua vez, combina experimentação estética com um tom intimista e, às vezes, enigmático, que convida à contemplação. No conjunto, os livros de Mario De Andrade desafiam o leitor a navegar entre o regional e o universal, entre o passado mítico e o presente urbano, deixando perguntas sobre pertencimento e cultura.

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