
Título: Literatura e sociedade
Autor: Antonio Candido
Sinopse: Este livro, publicado em 1965, tem como pressuposto o desejo de compreender a obra literária como resultado da sublimação de dados sociais que, de um lado, fazem dela expressão de uma sociedade e de um momento histórico; mas, de outro lado, perdem a sua natureza de fatores para se transformarem em elementos de uma estrutura que funciona como se fosse independente. Daí uma consequência fundamental: a obra literária deve ser estudada pelo crítico como objeto estético, não como documento ou reflexo da realidade, mas sem ignorar as conexões com esta. Os ensaios deste livro estão, ora mais próximos, ora mais afastados da realidade histórica e social que condiciona as obras e enquadra os autores. Há simples resumos históricos, como Letras e ideia s no Brasil colonial, e há tentativas de correlacionar produção literária e estrutura social, como A literatura na evolução de uma comunidade, no caso a cidade de São Paulo entre o século XVIII e o Modernismo. Já Literatura e cultura de 1900 a 1945 focaliza o movimento literário de todo o país, com atenção ao ritmo histórico, podendo dizer-se o mesmo de O escritor e o público, que destaca no quadro geral da literatura brasileira um dos elementos fundamentais do processo literário (autor, obra, público).
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Literatura e sociedade”, de Antonio Candido, publicado pela editora Ouro sobre Azul, em 2016 e com 201 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Ouro sobre Azul
Páginas: 201
Ano: 2016
Edição: Lingu’stica
Linguagem: português
ISBN: 8588777614
ISBN13: 9788588777613
Sobre a editora
Os livros da editora Ouro Sobre Azul costumam oferecer uma leitura que combina rigor histórico e reflexão literária, com foco em obras que discutem a formação cultural e social do Brasil. O catálogo privilegia textos densos, muitas vezes ensaios, que exploram desde a literatura colonial até o Modernismo, passando por análises de autores clássicos e temas como nacionalismo, sociabilidade literária e memória cultural. A linguagem tende a ser clara, porém elaborada, e o ritmo varia entre análises detalhadas e relatos pessoais, como cartas e crônicas, que trazem um tom mais íntimo e direto. Há uma presença marcante de estudos que dialogam com a história social e política, mas também com a dimensão estética da literatura, o que cria um equilíbrio entre o informativo e o interpretativo.
