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Livro de pre-coisas

Título: Livro de pre-coisas

Autor: Manoel de Barros

Sinopse: A natureza é a matéria-prima deste Livro de pré-coisas, que celebra a conexão entre os seres e o ambiente sem distingui-los por importância, capacidade ou tamanho. A edição traz prefácio de Maria Valéria Rezende e imagens do acervo pessoal do poeta. “Quando meus olhos estão sujos da civilização, cresce por dentro deles um desejo de árvores e aves.” Esses versos tão atuais sintetizam este Livro de pré-coisas. Publicada originalmente em 1985, a obra consolida muitas das características que tornaram Manoel de Barros um dos maiores poetas brasileiros. Entre os traços mais marcantes de sua escrita, estão a já reconhecida singularidade de sua linguagem, que evoca imagens reinventando as palavras, e o rompimento com a lógica do mundo civilizado e com as fronteiras entre a prosa e a poesia. O personagem Bernardo, andarilho que atravessa toda a obra de Manoel, aparece aqui. E ele vem de longe “com sua pré-história” para ciceronear o leitor por esse universo tão rico — só ele é capaz de aplainar as águas com as mãos ou de assustar o mato. Bernardo, que representa a conexão do homem com a natureza, tem como seu “grande luxo” justamente “ser ninguém”. A natureza, para o poeta, não é um cenário ou uma espécie de reservatório de clichês — a natureza é, acima de tudo, a matéria-prima de sua poesia.

Contexto da obra

Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Livro de pre-coisas”, de Manoel de Barros, publicado pela editora Alfaguara, em 2021 e com 120 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.

Editora: Alfaguara

Páginas: 120

Ano: 2021

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8556521045

ISBN13: 9788556521040

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,163
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Manoel de Barros é um convite a um universo onde a linguagem se desdobra em imagens inesperadas e uma poética da simplicidade. O ritmo ora se faz breve e fragmentado, como pequenas pérolas de pensamento, ora se alonga em uma prosa poética que parece suspender o tempo. A experiência é marcada por uma tensão delicada entre o mundo natural e a reinvenção do cotidiano, onde o poeta se coloca em uma espécie de terceira margem, entre o humano e o não humano, entre o real e o imaginado. A voz do autor se revela íntima e ao mesmo tempo desafiadora, propondo uma desconstrução da lógica e da sintaxe tradicionais para dar lugar a uma linguagem que busca o essencial e o invisível. Essa escrita convida o leitor a desacelerar e a perceber o valor das coisas pequenas, das coisas que normalmente passam despercebidas.

Ver mais sobre o autor

Sobre a editora

Os livros da editora Alfaguara convidam o leitor a mergulhar em narrativas que transitam entre o suspense intenso e a reflexão profunda sobre temas sociais contemporâneos. Em seu catálogo, convivem histórias que exploram desde crimes reais e suas consequências culturais até trajetórias pessoais marcadas por perdas e reconstruções, frequentemente ambientadas em contextos latino-americanos ou europeus. A prosa costuma alternar entre o ritmo acelerado de thrillers e o tom mais contemplativo de romances que investigam memórias e identidades, apresentando personagens complexos em situações limite. A diversidade de vozes sugere uma preferência por obras que desafiam o leitor a acompanhar tramas intricadas, ora com tensão crescente, ora com uma escrita mais densa e poética.

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