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Longa Viagem da Biblioteca dos Reis

Título: Longa Viagem da Biblioteca dos Reis

Autor: Lilia Moritz Schwarcz

Sinopse: Primeiro de novembro de 1755, dia de Todos os Santos. A população de Lisboa se apronta para viver mais um pacato dia de feriado, sem imaginar o mal que vinha da terra. Em poucas horas, um terremoto devastador, seguido de incêndio e maremoto, destruiria a capital do Império e, junto com ela, sua célebre Real Biblioteca, fruto dos livros reunidos pelos monarcas portugueses por séculos.A narrativa de A longa viagem da biblioteca dos reis começa a partir desse episódio e percorre eventos fundamentais da história brasileira, sempre através dos livros. A antropóloga Lilia Schwarcz acompanha a reconstrução do acervo nas mãos do marquês de Pombal, os tempos incertos de d. Maria I, o angustiante momento da fuga da família real - que atravessava o Atlântico pela primeira vez - e as vicissitudes de sua nova vida nos trópicos, até chegar ao processo de independência brasileiro - quando se pagou, e muito, pela Real Biblioteca.Os livros, porém, permitem mais: são símbolos de poder e de prestígio, carregam dons e possibilitam viajar no tempo e no espaço. Ao evadir-se de Portugal, d. João não esqueceu da biblioteca - que veio em três viagens sucessivas -, assim como d. Pedro I não abriu mão das obras e do lustro que elas garantiam: nada como iniciar uma história autônoma tendo uma Biblioteca Nacional desse porte para assegurar um passado e conferir erudição a um país recém-emancipado.A longa viagem da biblioteca dos reis refaz muitas jornadas e mostra como, por intermédio de bibliotecários mal-humorados, obras selecionadas, ilustrações raras e muitos sistemas de classificação, pode-se contar uma outra história desse mesmo país. A edição de A longa viagem da biblioteca dos reis contou com a colaboração da historiadora Angela Marques da Costa e do pesquisador Paulo Cesar de Azevedo, e teve patrocínio da Odebrecht.

Contexto da obra

Na História, livros como este costumam ser lidos como forma de ampliar contexto, memória e compreensão de processos. “Longa Viagem da Biblioteca dos Reis”, de Lilia Moritz Schwarcz, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2002 e com 608 páginas, integra a categoria Livros de História. Esse contexto ajuda a tornar mais clara a proposta histórica da obra e o tipo de leitura que ela convida a fazer.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 608

Ano: 2002

Edição: undefined

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535902880

ISBN13: 9788535902884

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 1,087
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 3,20

Sobre o autor

A leitura dos livros de Lilia Moritz Schwarcz conduz o leitor por um passeio rigoroso e sensível pela história e cultura brasileiras, onde o passado ganha contornos vivos e multifacetados. A prosa equilibra a precisão da pesquisa com uma narrativa que ora se detém em detalhes iconográficos, ora avança com ritmo fluido, revelando tensões sociais e políticas que atravessam o tempo. Há um diálogo constante entre imagens e textos, que amplia o entendimento e provoca reflexões sobre identidade, raça e poder. O tom é analítico, mas nunca distante, mantendo uma proximidade que convida à imersão e à revisão de mitos consolidados. Em alguns livros, a parceria com ilustrações cria uma experiência visual que amplia a dimensão do ensaio, tornando a leitura ainda mais envolvente.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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