
Título: Machado de Assis, historiador
Autor: Sidney Chalhoub
Sinopse: O historiador Sidney Chalhoub dedicou anos ao estudo da escravidão e da vida operária no Brasil do século XIX. Posteriormente, começou a se interessar pela obra de Machado de Assis. Em Machado de Assis, historiador, procura compreender a produção do romancista a partir do contexto social e histórico que deu origem a ela. O autor analisa romances e contos, em busca do sentido das mudanças do período segundo a visão de Machado. A segunda parte do livro trata do funcionário público Joaquim Maria Machado de Assis. Nas décadas de 1870 e 1880, Machado foi chefe da repartição do Ministério da Agricultura encarregada de acompanhar a aplicação da lei do Ventre Livre, de 1871. Chalhoub identifica as intervenções do romancista nos processos, mostrando que Machado procurava interpretações jurídicas favoráveis ao escravo que se queria libertar. Em seu duplo caminho, de estudo social e análise estética, Chalhoub segue o percurso de críticos como Roberto Schwarz e John Gledson. Machado de Assis, historiador propõe uma leitura da obra do escritor baseada na análise de um período decisivo da história brasileira, que Machado descreveu com lógica satírica implacável.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Machado de Assis, historiador”, de Sidney Chalhoub, publicado pela editora Editora Companhia das Letras, em 2003 e com 352 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editora Companhia das Letras
Páginas: 352
Ano: 2003
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788580862614
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Companhia das Letras apresentam uma leitura marcada pela diversidade temática e formal, com obras que transitam entre a literatura ficcional, o ensaio histórico e a reflexão cultural. O catálogo revela um interesse por narrativas que exploram tanto o cotidiano íntimo e regional, como nos contos que evocam o interior do Brasil, quanto grandes eventos históricos e sociais, como a Segunda Guerra e o sistema carcerário brasileiro. A linguagem varia do lirismo poético à prosa analítica, com textos que podem ser densos e eruditos ou acessíveis e coloquiais, como nos relatos pessoais e crônicas contemporâneas. Há uma atenção especial à construção do ambiente e à complexidade dos personagens, seja em histórias urbanas, rurais ou em contextos históricos, com um tom que ora é irônico, ora reflexivo, sempre buscando aprofundar a experiência do leitor.
