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Macunaíma (Prazer em Ler #10)

Título: Macunaíma (Prazer em Ler #10)

Autor: Mário de Andrade

Sinopse: Macunaíma: o herói sem nenhum caráter (1928), de ário de Andrade, é fruto das pesquisas que o autor empreendeu desde o início da década de 20, inspirado principalmente na leitura do livro Do Roraima ao Orinoco, do alemão Koch-Grunberg, que contém diversos mitos de tribos indígenas da Região Norte do Brasil. A história relata a busca de Macunaíma, índio da tribo Tapanhumas, da Amazônia, por um amuleto - a muiraquitã - dado a ele por Ci, a Mãe do Mato. Interrompida diversas vezes por episódios secundários inspirados em algumas lendas, essa busca pelo talismã o leva até São Paulo, onde mora o gigante comedor de gente, Piaimã, que para lá levou a pedra. A obra é uma combinação de espaços, dialetos e elementos populares bem ao gosto do programa modernista, mas tambhém é uma crítica à face negativa da brasilidade. O protagonista preguiçoso e sensual, a um só tempo índio, negro e branco, é a metáfora de um povo em formação, sem "nenhum caráter".

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Macunaíma (Prazer em Ler #10)”, de Mário de Andrade, publicado pela editora Edições Câmara dos Deputados, em 2017 e com 137 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Edições Câmara dos Deputados

Páginas: 137

Ano: 2017

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9788540206571

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Mario De Andrade é um mergulho em um Brasil multifacetado, onde o folclore, o cotidiano e as contradições nacionais se entrelaçam em narrativas que oscilam entre o lúdico e o crítico. A prosa ora se mostra inventiva e rapsódica, com ritmo que acompanha a oralidade popular, ora se revela densa e simbólica, exigindo atenção para captar as múltiplas camadas culturais presentes. A tensão nasce da convivência entre o humor irreverente e a reflexão sobre identidade e transformação social, enquanto personagens carregam traços de ambiguidade e complexidade, como o anti-herói que representa o próprio Brasil. A poesia, por sua vez, combina experimentação estética com um tom intimista e, às vezes, enigmático, que convida à contemplação. No conjunto, os livros de Mario De Andrade desafiam o leitor a navegar entre o regional e o universal, entre o passado mítico e o presente urbano, deixando perguntas sobre pertencimento e cultura.

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