
Título: Madalena, Alice
Autor: Bia Barros
Sinopse: Perturbador. Sufocante. Belo. Se me fosse dada apenas uma palavra, que adjetivo escolheria para definir o textos de Bia Barros? Difícil responder. Porque Madalena, Alice, é tudo isso – e mais. Para quem, como eu, já conviveu com um doente de Alzheimer e enfrentou sua espiral de for e alucinação, o livro é de enorme impacto. Ao optar, na primeira parte da narrativa, por penetrar na esfacelada Madalena, a mulher que tem a doença a autora nos leva às profundezas dese lugar escuro que é a loucura. É como se conhecêssemos o horror por dentro. Na segunda parte, ouvimos afinal a voz da Alice, a filha, que é cuidadora e vítima, tão vítima quanto a mãe. Ali, ficamos sabendo com clareza tudo o que já no fora delineado pela mente fragmentada e assustada de Madalena. As duas narrativas se completam e dão, com força literária, um panorama da tragédia que é a doença de Alzheimer.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Madalena, Alice”, de Bia Barros, publicado pela editora Editora Nós, em 2018 e com 176 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Editora Nós
Páginas: 176
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 856902035X
ISBN13: 9788569020356
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,130
- Altura (cm): 19,00
- Largura (cm): 12,50
- Espessura (cm): 0,80
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Nós convidam o leitor a um mergulho em universos literários que transitam entre o coloquial e o experimental, o íntimo e o social. A oralidade periférica, a poesia que dialoga com o concreto e o manifesto, e narrativas que exploram a subjetividade em múltiplas vozes são marcas recorrentes. O catálogo revela uma atenção especial a temas como a resistência cultural, o feminismo crítico, e a complexidade das relações humanas em contextos contemporâneos, muitas vezes tensionados por violência, exclusão ou memória. A escrita varia do tom visceral e urgente ao lírico e sensorial, com ritmo que pode ser tanto vertiginoso quanto meditativo, dependendo da obra. Em alguns casos, há uma aposta clara na experimentação formal, seja pela fragmentação narrativa ou pelo uso de grafismos e diálogos internos.
