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Mãos secas com apenas duas folhas

Título: Mãos secas com apenas duas folhas

Autor: Paula Febbe

Sinopse: Sala de espera de hospital. As senhas são as únicas coisas vivas de verdade ali. O aposentado Carlos Almeida espera sua vez. Ele precisa manter a bunda na cadeira, seu pensamento não. E enquanto espera ser chamado, enquanto lava as mãos e seca com mais de duas folhas, enquanto vê um homem morrer, Carlos Almeida pensa, e muito. Pensa em jovens estudantes ao seu lado em camas de moteis, na trágica morte da esposa, no neto que parou de falar, em sua juventude, na vizinha que desapareceu. Pensa nas mentiras que nos contam, nas mentiras que representamos e na mentira que ele é. Nesta obra, a autora Paula Febbe conta uma história feia, sobre um mundo feio onde o mal se esconde por trás da face menos suspeita. “Mãos secas com apenas duas folhas” traz um enredo que envolve pedofilia e misoginia e anormalidade, onde a farsa é a protagonista.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Mãos secas com apenas duas folhas”, de Paula Febbe, publicado pela editora Monomito Ediorial, em 2018 e com 105 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Monomito Ediorial

Páginas: 105

Ano: 2018

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8592350832

ISBN13: 9788592350833

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Paula Febbe é marcada por um mergulho intenso em territórios sombrios da mente e das emoções humanas, onde a violência e o desejo se entrelaçam com a fragilidade e o trauma. Sua prosa alterna entre o direto e o visceral, com ritmo que ora pressiona o leitor com tensão quase claustrofóbica, ora convida a uma reflexão inquietante sobre limites morais e psicológicos. Paula Febbe constrói personagens complexos, muitas vezes à margem da sociedade ou em situações extremas, que desafiam o leitor a encarar o desconforto e a ambiguidade do ser humano. O tom é, por vezes, cru e perturbador, mas também revela uma atenção cuidadosa aos detalhes íntimos das relações e dos conflitos internos. Essa experiência de leitura provoca perguntas sobre o que habita nas profundezas da psique, sobre a dor, o desejo e a violência, sempre com uma escrita que não se esquiva do incômodo.

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