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Maquina de Joseph Walser

Título: Maquina de Joseph Walser

Autor: Gonçalo M. Tavares

Sinopse: Gonçalo M. Tavares é uma das figuras-chave da literatura portuguesa atual. Entusiasticamente elogiado por José Saramago por seu impressionante domínio da língua - "não tem o direito de escrever tão bem aos 35 anos: dá vontade de lhe bater", afirmou o prêmio Nobel em 2005 -, Tavares possui uma extensa obra, incluindo romances, teatro e poesia. O romance integra a tetralogia O Reino, dedicada ao mal, e é escrito numa prosa cuja habilidade narrativa é apenas superada pela desenvoltura com que Tavares combina ficção e investigação filosófica. O pacato funcionário Joseph Walser leva uma vida previsível, enquadrada pelos movimentos repetitivos da máquina industrial que opera. Nem mesmo a guerra é capaz de afetar a estabilidade de seu cotidiano. Entretanto, Walser tem uma paixão secreta: a enorme coleção que mantém fechada à chave, protegida até mesmo dos olhares de Margha, sua calada mulher. Pela propriedade com que trata de temas universais como o poder, a morte e o acaso, A máquina de Joseph Walser merece ser comparado a obras-primas perturbadoras como Auto-de-fé, de Elias Canetti, e O processo, de Franz Kafka.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Maquina de Joseph Walser”, de Gonçalo M. Tavares, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2010 e com 168 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 168

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535917047

ISBN13: 9788535917048

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,245
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,20

Sobre o autor

A leitura dos livros de Goncalo M. Tavares é marcada por um contraste entre o minimalismo quase ritualístico e a densidade filosófica, criando uma atmosfera onde o silêncio e a ação coexistem em tensão. O ritmo pode ser lento e contemplativo, como em cenas que se desenrolam em escadas ou longos passeios, mas também se torna abrupto e irônico, com momentos de humor sutil e sarcasmo. A prosa frequentemente explora personagens que se confrontam com desafios existenciais, misturando o absurdo com a reflexão sobre a condição humana. Essa combinação gera uma experiência que desafia o leitor a pensar sobre o sentido do cotidiano, da linguagem e da história, enquanto navega por universos que ora parecem míticos, ora cravados em realidades duras.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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