
Título: Mar de Rosas (1 #1)
Autor: Raquel Naveira
Sinopse: Neste livro excepcional, bem urdido e tramado nas redes das palavras, temos 37 crônicas que desafiam nosso olhar desgastado. As crônicas de Raquel Naveira têm o sabor da novidade, do frescor que ameniza nossa faina de dor diária. Na crônica que fecha o livro, “Redes”, Raquel Naveira resume a ótica de seu livro: fazer associações, analogias entre planos, redes, saberes, seres, coisas e artes. A similitude entre o dentro e fora, o que está em cima (céu estrelado) e embaixo, na Terra fragmentária e fantasmática de nosso lar, o micro e o macrocósmico se conjugam numa dança de êxtase, num erotismo de fios e tramas. Num relato diário, nas redes que balançam nossos corpos, encontramos a referência a João Cabral de Melo Neto e sua rede de morte, da seca, do sofrimento, que carrega tantos Severinos. Mas essas redes também nos prendem, criam ciladas, pois nem tudo são rosas perfumadas, como indica ironicamente o título do livro,Mar de rosas, que brinca com nossa ótica, através da ambiguidade que perpassa esta metáfora sutil e cruel, como o mar, e delicada como as rosas, se bem que vermelhas, a destilar o amor e o sangue, a vida e a morte, nossa vida e morte Severina. [ por Alexandra Vieira de Almeida]
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Mar de Rosas (1 #1)”, de Raquel Naveira, publicado pela editora Penalux, em 2018 e com 112 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Penalux
Páginas: 112
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788558333757
Sobre a editora
Os livros da editora Penalux costumam mergulhar em universos literários densos e variados, onde a poesia e a prosa poética se destacam pela sutileza e pela força expressiva. O catálogo apresenta narrativas que exploram temas como o amor em suas múltiplas facetas — da paixão à melancolia, passando por conflitos familiares e dilemas existenciais —, sempre com um tom que varia entre a introspecção lírica e o realismo cru. A linguagem frequentemente se mostra elaborada, com atenção ao ritmo e à construção cuidadosa das palavras, criando atmosferas que evocam tanto a delicadeza quanto a complexidade das emoções humanas. Há obras que se aproximam do ensaio e da crônica, outras que se estruturam em contos breves com unidade temática, revelando uma diversidade que vai do íntimo ao social, do cotidiano ao fantástico. Essa variedade convida o leitor a uma experiência de leitura que pode ser tanto meditativa quanto provocativa, com nuances que oscilam entre o humor irônico e a reflexão profunda.
