Sinopse: Maria tem sete anos e é uma menina muito especial: pequena, inquieta, corajosa, afetiva e questionadora. Tem grande imaginação e um amigo esquilo que apenas ela vê. Sozinha, reflete sobre seu apartamento, o prédio onde mora, os outros moradores e o mundo.
Contexto da obra
Na não ficção infantil, obras como esta costumam aproximar informação e curiosidade de forma mais acessível. “Maria Quer o Mundo”, de Manoel Ricardo de Lima, publicado pela editora SM Paradidático e em 2015, integra a categoria Livros de Não Ficção Infantil. Esse contexto costuma ser útil para situar a obra entre curiosidade, aprendizado e mediação.
A leitura dos livros de Manoel Ricardo de Lima é uma imersão em uma escrita que oscila entre o fragmentado e o denso, onde a prosa se aproxima da poesia e vice-versa. O ritmo é marcado por cortes abruptos e uma linguagem que desafia o eu tradicional, buscando uma voz coletiva e múltipla que ressoa entre filosofia, matemática e experiência humana. A tensão se constrói na fronteira entre o íntimo e o externo, entre o caos do mundo e a tentativa de capturá-lo em palavras que parecem sempre à beira do desastre. O leitor se vê diante de textos que exigem atenção e entrega, pois a narrativa não se oferece de forma linear, mas convida a uma releitura constante e a um diálogo aberto com o indizível. Em meio a esse cenário, os livros de Manoel Ricardo de Lima se destacam pela coragem de explorar o limite entre o poema e a prosa, entre o silêncio e a fala, criando uma experiência literária que é ao mesmo tempo política e ética.