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Masculinidades

Título: Masculinidades

Autor: Schpun Raisa

Sinopse: Em contraposição às visões estáticas e essencialistas que caracterizam a maior parte dos estudos sobre o tema, os artigos mostram que a masculinidade envolve um processo dinâmico de construção e reconstrução. Essa demonstração, além de desafiar fronteiras disciplinares e temáticas, convida os leitores a percorrer itinerários e territórios marcados pela dor e pelo prazer.'''' - Guita Grin Debert, professora de Antropologia da Unicamp e pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero - Pagu. Composta de estudos antropológicos, sociológicos e históricos com temas e estudos realizados nas mais diferentes situações, esta antologia confirma a pluralidade indicada no título ''''masculinidades''''. Os diversos enfoques sobre o tema da construção da identidade masculina estão presentes em todos os textos, de autores de vários países e regiões do Brasil, refletindo sobre como esta identidade é construída em cada contexto retratado. A seleção e a soma dos artigos nesse livro funcionam como um instigante convite à reflexão. O volume, organizado por Mônica Raisa Schpun, pautou-se justamente pela interdisciplinaridade. A pesquisadora Véronique Nahoum-Grappe estuda o estupro como arma sistemática, a partir das guerras ocorridas na década de 90 na ex-Iugoslávia. No Brasil, a relação entre identidade masculina e violência é trabalhada no texto de Lia Zanotta Machado, feito com base em entrevistas com presos por estupro, violência contra a mulher e jovens infratores.Luisa Leonini constrói seu trabalho a partir de uma pesquisa sobre os clientes da prostituição em Milão. Daniel Welzer-Lang analisa as relações hierárquicas entre os homens e como elas influem nas questões de gênero. Durval Muniz de Albuquerque Jr. e Rodrigo Ceballos escrevem um interessante artigo sobre a relação dos homossexuais e o espaço urbano no nordeste das décadas de 1970 e 1980, entre a maior aceitação, a construção de territórios próprios e as agressões e ameaças sofridas. A pesquisadora Susan Clayton analisa os efeitos na identidade de gêneros causado por James Allen, uma female husband que viveu como homem na Inglaterra do século XIX, tendo seu sexo real sido descoberto, inclusive pela esposa, apenas após sua morte. As dificuldades de compreensão do caso e suas repercussões na imprensa e ficção da época são o tema do instigante texto de Clayton.Adriana Piscitelli disseca como são as representações do masculino e do feminino nas narrativas biográficas e autobiográficas de fundadores de grandes grupos empresariais brasileiros: Atilo Fontana (Sadia), Francisco Matarazzo (Grupo Matarazzo) e Herman Lundgren (Casas Pernambucanas). Como se estrutura a visão do papel do homem, da mulher e da família na elite brasileira.Da própria Mônica Schpun, um texto sobre Carlota Pereira Queiroz, a primeira mulher a se tornar deputada federal no Brasil. Como ao longo de sua trajetória relacionaram-se características então consideradas ''''masculinas'''' com a sua trajetória política pioneira. Masculinidades traz, assim, uma seleção de textos que se articulam e cobrem diversas direções e campos do saber, ampliando a dimensão do debate sobre gênero.

Contexto da obra

Nas Ciências Sociais, obras como esta costumam interessar pela forma como ampliam a leitura da sociedade. “Masculinidades”, de Schpun Raisa, publicado pela editora Boitempo Editorial, em 2004 e com 241 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Sociais. Por isso, o livro tende a ganhar força quando lido também como ferramenta de compreensão do mundo social.

Editora: Boitempo Editorial

Páginas: 241

Ano: 2004

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8575590073

ISBN13: 9788575590072

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,250
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 1,00

Sobre a editora

Os livros da editora Boitempo Editorial convidam a uma leitura densa e crítica, que atravessa temas como economia política, luta social, cultura e história com um olhar atento às contradições do capitalismo contemporâneo. O catálogo privilegia obras que exploram a interseção entre teoria e prática política, frequentemente com foco em marxismo heterodoxo, ecossocialismo e movimentos sociais, revelando tensões entre estruturas econômicas e experiências humanas. A linguagem tende a ser rigorosa e analítica, mas também acessível, com textos que mesclam ensaio, crítica e reflexão histórica, voltados para leitores interessados em compreender as raízes e os desdobramentos das crises sociais e ambientais atuais.

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