
Título: Memória tem águas espessas
Autor: Luna Vitrolira
Sinopse: Esse livro é uma experiência anti-horária – é um rebobinar de si, em que a autora busca pendurar em um mural algumas memórias e suas versões, sem intenção de catalogá-las, mas de colar as peças que sobram de uma ancestralidade que ressoa. Da zona da mata, em Pernambuco, vozes de avós e parentes desconhecidas, memórias de uma mãe que se emociona ao contar para a filha como era a alegria nos canaviais. Nos perguntamos se é o mesmo impulso que move os lábios quando a autora lê em voz alta e vamos percebendo a emoção que, mesmo seca, ainda é capaz de escorrer. Se vê o fogo dançar com água e a terra se juntar em resistência. É com a poesia que a autora busca, pelo domínio do ritmo, abrir um caminho para investigar as verdades de sua constituição de mulher negra, e este um só poema que chega às mãos dos leitores é uma experiência lírica de impacto pela qualidade de sua linguagem, pelo domínio da técnica do verso e sobretudo pela verdade que se apropria de cada uma das letras. O poema pode ser um mapa, uma tarde de sol, uma mesa ao redor do qual as conversas enveredam para as histórias que, em algum momento, nos salvam da solidão.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Memória tem águas espessas”, de Luna Vitrolira, publicado pela editora Diadorim, em 2024 e com 120 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Diadorim
Páginas: 120
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6585136187
ISBN13: 9786585136181
Sobre a editora
Os livros da editora Diadorim costumam apresentar narrativas que exploram a fragmentação do tempo e da memória, muitas vezes com ritmo próximo ao cinematográfico, que convida o leitor a circular por cenas e sensações ao invés de uma linearidade tradicional. O catálogo sugere uma preferência por textos que misturam realidade e imaginação, como sonhos, memórias ancestrais e experiências pessoais, construindo atmosferas densas e por vezes inquietantes. A linguagem varia entre o visceral e o lírico, com um tom que pode ser tanto irônico quanto introspectivo, e um interesse claro por temas sociais, culturais e existenciais. Há obras que se apoiam em personagens complexos e em ambientes urbanos marcados pela tensão, enquanto outras adotam uma escrita mais poética e reflexiva, com ritmo cadenciado e domínio técnico.
