Sinopse: Este livro é uma discussão em torno do conceito e do significado da expressão "mimesis". O autor procura descobrir quais as propriedades e os limites de sua concepção grega e como é possível ultrapassá-los. Para tanto, julga necessário ver a articulação com a realidade das representações sociais. A reflexão teórica prolonga-se então, analiticamente, pelo estudo das obras de Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé, Eliot e Borges.
Contexto da obra
Na área de Artes, livros como este costumam interessar pelo repertório visual e pela reflexão estética. “Mimesis E Modernidade: Formas Das Sombras”, de Luiz Costa Lima, publicado pela editora Editora Graal, em 2005 e com 295 páginas, integra a categoria Livros de Artes. Esse contexto costuma ser útil para perceber como o livro pode ampliar olhar e sensibilidade.
A leitura dos livros de Luiz Costa Lima alterna entre o rigor analítico e a sensibilidade para o detalhe, construindo uma experiência que exige atenção cuidadosa e reflexão constante. Sua escrita pode ser tanto densa e erudita, com foco em questões teóricas complexas sobre literatura, história e ficção, quanto surpreendentemente íntima e afetuosa, como no relato de uma pequena cachorrinha que observa o comportamento humano. O ritmo varia entre passagens contemplativas e outras de argumentação firme, sempre com uma preocupação em problematizar conceitos como mímesis, verdade histórica e controle do imaginário. O leitor é convidado a acompanhar um percurso intelectual que não se encerra facilmente, deixando perguntas abertas sobre a relação entre ficção e realidade, subjetividade e linguagem. Em meio a essa diversidade, os livros de Luiz Costa Lima oferecem um diálogo profundo entre teoria e narrativa, que desafia a visão convencional do literário.