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Morte e vida severina: e outros poemas em voz alta

Título: Morte e vida severina: e outros poemas em voz alta

Autor: João Cabral de Melo Neto

Sinopse: Este livro, de poemas que talvez funcionem em voz alta (para a meia-atenção ou quarta parte de atenção que, em geral, é quanto pode receber o poema que se ouve), contém: um auto (Morte e Vida Severina), um monólogo (O Rio), dois poemas que, ao serem publicados, o autor apelidou "parlamentos", e outros poemas menores que, com esses dois, por implicarem mais de uma voz, parecem senão pedir, ao menos suportar uma leitura a vozes e consequentemente, em voz alta. Estes últimos foram aqui apelidados "bailes", usando-se, com muita liberdade, uma palavra que no teatro espanhol antigo servia para designar "una obra dramática muy breve, que combina la letra, la mímica y la música, y que se representaba generalmente entre las jornadas primera y segunda de una comedia" (Dicionário de Literatura Espanola, Revista de Ocidente, Madrid, 1949).

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Morte e vida severina: e outros poemas em voz alta”, de João Cabral de Melo Neto, publicado pela editora Edições Sabiá, em 1973 e com 152 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Edições Sabiá

Páginas: 152

Ano: 1973

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 0246335785

ISBN13: 1000246335781

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de João Cabral de Melo Neto revela uma poesia marcada pelo rigor formal e pela precisão quase arquitetônica na construção dos versos. A experiência é de um ritmo contido, quase seco, que provoca uma tensão entre a austeridade da linguagem e a força das imagens visuais que se impõem com clareza. O leitor se depara com personagens e paisagens do Nordeste, especialmente Pernambuco, retratados sem sentimentalismos, mas com uma intensidade que brota do detalhamento e da estruturação cuidadosa dos poemas. Há uma sensação de observação quase escultórica, onde cada palavra parece medida para cumprir um papel exato, criando um efeito plástico e fundamental. Essa poesia convida à reflexão sobre a realidade social e cultural, sem abrir mão da beleza formal, e desafia o leitor a acompanhar vozes múltiplas e narrativas que ora se aproximam do popular, ora do erudito.

    Ver mais sobre o autor

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