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Negras Raízes Mineiras: Os Arturos

Título: Negras Raízes Mineiras: Os Arturos

Autor: Edimilson de Almeida Pereira

Sinopse: Segundo a tradição, o mineiro trabalha em silêncio. Para o negro, essa tradição deve ampliar-se com os sentidos de rezar e resistir às opressões sociais. A Comunidade dos Arturos metaforizou esse silêncio, transformando-o - através da sua herança religiosa - em linguagem que reconhece, resgata e mantém a identidade do grupo. Os Arturos reelaboraram dentro do catolicismo a magia ritual dos antepassados, expressando-a no canto, na dança e, sobretudo, num comportamento cotidiano que insere a Comunidade na grande ontologia da família negra. Sendo brasileiros e mineiros, os Arturos geraram a sua linguagem, incorporando-a à multiplicidade de vozes e significações que se deixam entrever no silêncio que a tradição reclama para Minas Gerais.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Negras Raízes Mineiras: Os Arturos”, de Edimilson de Almeida Pereira, publicado pela editora MinC/EDUFJF, em 1988 e com 531 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: MinC/EDUFJF

Páginas: 531

Ano: 1988

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Edimilson de Almeida Pereira revela um encontro entre ancestralidade e contemporaneidade, onde a voz dos silenciados ganha forma poética e ensaística. Sua escrita alterna entre a densidade da tradição afrodescendente e a precisão de uma linguagem que se faz quase como um sonar, sondando as tensões internas e sociais. O ritmo varia do contemplativo ao cortante, com poemas que se desdobram em múltiplas camadas de sentido, ora evocando forças naturais e espirituais, ora explorando a materialidade do cotidiano e do trabalho. Há uma atenção especial ao silêncio como linguagem, que se manifesta tanto na oralidade popular quanto na escrita, criando uma experiência de leitura que exige sensibilidade para o não dito e para o que resiste ao tempo. Em meio a essa complexidade, o leitor encontra uma prosa poética que não se distancia da vida concreta, mas a atravessa com rigor e delicadeza, tornando os livros de Edimilson de Almeida Pereira uma jornada por territórios culturais e humanos pouco explorados.

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