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Neuro-Alquimia

Título: Neuro-Alquimia

Autor: Sean Anderson

Sinopse: Nem sempre somos seletivos, de modo racional, diante dos estímulos do ambiente. Mas estamos inevitavelmente sujeitos a eles. Será que há determinados sentimentos, instintos, preferências, mais legítimos do que outros, apenas porque não podemos evitá-los com exercício do raciocínio lógico? E será que, às vezes, não é apenas assim (com pensar, e muito arduamente) que podemos evitá-los? Neste paralelo (eu leria as linhas anteriores novamente), qual a diferença entre um e outro quanto à legitimidade? Talvez seja uma questão que ainda não tenha merecido resposta. Estímulos podem ser uma espécie de "alimento" para qualquer estrutura que "tenha fome", e a saciedade é um fenômeno bastante mensurável do ponto de vista "físico". Sean nos serve de poemas que desejam ser lentamente mastigados de forma romântica, sugados em suaves pedacinhos, postos sobre a língua para que derretam: alguns tão acalentadores como generosas fatias tenras da sua torta preferida; outros nos trituram, nos envolvem em saliva, nos digerem, e talvez nos incorporem de uma vez por todas. Está aqui mais um paradoxo: incorporamos coisas, e elas nos incorporam também. A fisiologia poética de "Neuro-alquimia" se configura num emaranhado de fibras nervosas, conduzindo pulsões de vidas para todo o resto de uma malha co-dependente. Esta malha de conexões tem fim determinado, e ainda volta ao universo para compor e compor, mais e mais conexões, de modo infinito, tal como tudo na natureza. É que é impraticável esperar que o mundo esteja pronto pra você, e vice-versa. É preciso diluir e ser diluído. A coisa toda nos põe em delicado transe, transborda do requinte, mesmo dos falsos hiatos (não seriam sinapses?) da poesia de Sean, essa autoconsciência cheia de potencial elétrico. Talvez esteja aí o segredo das coisas que nos são vitais: é um processo de mútuo consumo, como a matéria-prima da poesia que também desgasta e sacia: o mesmo que mata é o que mantém vivo o poeta. E este nobre cientista de si mesmo se permite examinar mais de perto os estados da matéria, talvez até mesmo sem saber que estamos todos condensados em sua poesia. Não com poucos anseios, não sem risco de degenerações, ausências, colapsos - e porque não ver beleza nisso também? - existe algo nos versos deste poeta que me convence de que ele sabe mais do que poderia demonstrar. Texto de Thalita Pacini

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Neuro-Alquimia”, de Sean Anderson, publicado pela editora Amazon Books, em 2013 e com 56 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Amazon Books

Páginas: 56

Ano: 2013

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 1492983950

ISBN13: 9781492983958

    Sobre a editora

    Os livros da editora Amazon Books mostram uma diversidade notável, transitando entre narrativas que exploram emoções intensas e reflexões técnicas. O catálogo reúne desde romances que abordam desafios pessoais e relacionamentos complexos, até obras que explicam temas científicos e filosóficos com clareza acessível. A experiência de leitura pode variar do tom delicado e poético ao didático e informativo, com textos que ora mergulham em mundos fictícios, ora em análises práticas e éticas. Essa variedade permite ao leitor encontrar tanto histórias de esperança e superação quanto guias detalhados sobre tecnologia e estilo de vida. O ritmo das obras oscila entre o envolvente e o contemplativo, atendendo a públicos que buscam entretenimento e conhecimento.

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