
Título: Ninguém me verá chorar
Autor: Cristina Rivera Garza
Sinopse: A novela "Ninguém me verá chorar", que é ficção pura, se alimenta de um contexto histórico. Tem início em 1885, ano do nascimento de um de seus protagonistas e se encerra em torno de 1932, dois anos antes do governo de Lázaro Cárdenas. O pano de fundo da história é o governo autoritário de Porfírio Diaz, o desenvolvimento industrial e agrícola do país, contrastado com uma rigidez da estrutura social que em sua defasagem produz as primeiras greves e brigas de rua. Estamos num México convulsionado por revoluções, no qual o velho e o novo lutam por seu espaço, e no qual a injustiça brilha sobre quem quer mudar o mundo para melhor. Este é o cenário no qual os personagens desgraçados, perfeitamente perfilados pela autora, vêem evaporar seus sonhos, um atrás do outro, numa tragédia íntima que molda a realidade cultural, não somente do México, mas de grande parte da América Latina.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Ninguém me verá chorar”, de Cristina Rivera Garza, publicado pela editora Francis, em 2005 e com 264 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Francis
Páginas: 264
Ano: 2005
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8589362574
ISBN13: 9788589362573
Sobre a editora
Os livros da editora Francis costumam explorar narrativas densas e multifacetadas, muitas vezes ancoradas em contextos históricos ou políticos complexos. A experiência de leitura varia entre ficções que mesclam personagens profundamente perfilados com cenários reais, como revoluções e regimes autoritários, e ensaios que investigam temas contemporâneos como documentários, intolerância e política internacional. O tom desses livros pode oscilar entre o crítico e o reflexivo, com ritmo que ora privilegia a tensão dramática, ora o pensamento analítico. O catálogo sugere um interesse por personagens em transformação, conflitos éticos e sociais, além de uma abordagem que valoriza tanto o relato íntimo quanto o panorama amplo.
