
Título: No colo do pai
Autor: Hanif Kureishi
Sinopse: Numa entrevista recente, Hanif Kureishi conta que teve de inventar uma família fictícia para poder escrever 'O Buda do subúrbio', seu livro mais conhecido, que muitas vezes foi considerado autobiográfico. Como todo grande escritor, porém, ele encontrou uma forma de transformar essa experiência em material de interesse literário. O resultado é 'No colo do pai', misto de memória e ensaio, uma autobiografia enviesada, construída a partir de leituras que Kureishi faz dos romances inéditos deixados pelo pai. A partir da análise desses livros caudalosos, são reconstruídas duas trajetórias opostas. Por um lado, o pai angustiado por uma vida inteira que poderia ter sido, mas não foi. Por outro, o filho que conseguiu se afirmar pessoalmente; descendente 'étnico' num país repleto de intolerância racial, fascinado pela contracultura num ambiente ainda preso a tradições, ele corre os riscos e paga o preço para se libertar dos modelos políticos, religiosos e familiares de seu tempo. Essa transformação também promove em Kureishi uma espécie de reencontro com afetos escondidos no passado. Inicialmente vistos com ironia e condescendência, os manuscritos do pai revelam uma essência que transcende a mera análise literária.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “No colo do pai”, de Hanif Kureishi, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2006 e com 205 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 205
Ano: 2006
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8535909281
ISBN13: 9788535909289
Sobre a editora
Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.
