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No Tempo do Rio Amur

Título: No Tempo do Rio Amur

Autor: Andreï Makine

Sinopse: Três adolescentes sonham com o amor e com o Ocidente, no meio dos três elementos fundamentais que caracterizam Svetlaïa, a aldeia perdida a Leste do siberiano lago Baïkal, nas margens do rio Amur: “o bosque, o dourado e a sombra fria dos campos”. Mas, de repente, tudo se transforma e o Ocidente dá sinais. Primeiro, o mítico Transiberiano e as personagens do romance sonham com países maravilhosos ao contemplar a sua passagem, em que, numa carruagem especial, “esses extraterrestres” que eram para eles os ocidentais atravessavam a Europa. Depois, projecta-se na única sala existente na aldeia, um filme em que Jean-Paul Belmondo representa o duplo papel de frustrado autor(a) de romances de espionagem e, na sua imaginação, de brilhante agente secreto. Este vai-e-vem entre o sonho e o quotidiano aumentará o desejo de evasão dos três amigos, de sair de um mundo que repousa sobre a “finalidade opressiva do futuro radioso”que tem, como cenário único, “taiga, vodka e campo”. Porém, o destino inexorável da História acabará por responder ao seu apelo empurrando-os para lá das fronteiras do Império, “para as margens do Ocidente mítico”, jamais esquecendo, contudo, a natureza, o silêncio algodoado das neves profundas da sua aldeia natal e o despertar da sexualidade.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “No Tempo do Rio Amur”, de Andreï Makine, publicado pela editora Difel - Difusão Editorial SA, em 1999 e com 203 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Difel - Difusão Editorial SA

Páginas: 203

Ano: 1999

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9722904795

ISBN13: 9789722904797

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Andrei Makine oferece um mergulho sensível e quase onírico em memórias que se entrelaçam entre Rússia e França, entre passado e presente. A prosa frequentemente cria imagens vívidas de paisagens — da estepe siberiana aos recantos de Paris — que funcionam como cenários de narrativas marcadas por lembranças, amores perdidos e a tensão entre realidade e ficção. O ritmo varia entre momentos contemplativos e passagens de forte carga emocional, onde personagens lidam com o peso da história, da identidade e das relações humanas. A experiência é tanto íntima quanto histórica, com histórias que se constroem em camadas, revelando aos poucos segredos e reviravoltas. Essa escrita convida o leitor a refletir sobre o impacto do tempo e da memória, sem pressa, mas com uma tensão sutil que mantém a atenção.

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