Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Not to Be Taken”, de Anthony Berkeley, publicado pela editora Black Dagger Crime, em 1995 e com 222 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
A leitura dos livros de ANTHONY BERKELEY conduz o leitor a ambientes fechados e socialmente restritos, onde o mistério se desenrola com um ritmo que equilibra a tensão intelectual e a observação psicológica. A atmosfera costuma ser de um suspense contido, quase teatral, em que a atenção se volta para as nuances dos personagens e para o desafio do enigma. O tom varia entre o seco e o sutilmente irônico, com um foco na lógica e na dedução, mas sem perder o interesse pelas complexidades humanas que cercam os crimes. A experiência é marcada por uma construção cuidadosa dos detalhes e um convite constante à reflexão sobre as motivações e possibilidades, deixando no leitor a pergunta sobre como o aparentemente impossível pode ter ocorrido.