
Título: O abismo
Autor: Leonid Nikoláievitch Andrêiev
Sinopse: Leonid Nikoláievitch Andrêiev (1871-1919) suscitou um autêntico furor na sociedade russa com este “O abismo”, de 1902 (e outros contos da mesma época, como “Na neblina”), em que recessos psicológicos dostoievskianos, hiperestesia decadentista e temas sexuais finisseculares aparecem numa síntese bombástica. Sofia Andrêievna, esposa de Tolstói, chegou a escrever uma carta de protesto ao jornal em que foram publicados. E o próprio Lev Tolstói dizia de Andrêiev: “ele tenta me assustar, mas eu não me assusto”. Andrêiev foi oscilante em relação aos movimentos revolucionários do começo do século XX; deixou uma novela excelente e muito conhecida (Os sete enforcados, 1908, traduzida várias vezes no Brasil), em que são exibidos simultaneamente o fracasso obrigatório das revoltas políticas e a simpatia pela figura do revolucionário. Andrêiev morre na Finlândia, onde havia se autoexilado, veemente adversário da revolução bolchevique. (Nota de Bruno Barretto Gomide)
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O abismo”, de Leonid Nikoláievitch Andrêiev, publicado pela editora 34, em 2016 e com 25 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: 34
Páginas: 25
Ano: 2016
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora 34 costumam apresentar uma leitura que combina rigor intelectual com um olhar atento às tensões sociais e culturais. O catálogo traz desde narrativas ficcionais densas, como contos russos clássicos, até análises críticas em áreas como filosofia, gênero e estudos urbanos, revelando uma preocupação constante com o contexto histórico e político. A escrita frequentemente explora conflitos psicológicos profundos, como as oscilações revolucionárias e as complexidades do cotidiano, em textos que transitam entre o literário e o ensaístico. O tom varia do mais narrativo e dramático ao didático e reflexivo, oferecendo ao leitor experiências que vão da imersão em personagens a debates contemporâneos. Essa diversidade permite que o leitor navegue entre obras que dialogam com a tradição e outras que se posicionam em discussões atuais, sempre com um ritmo que privilegia a densidade e a reflexão.
