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O Amor Lacan

Título: O Amor Lacan

Autor: Jean Allouch

Sinopse: Definição: o amor é aquilo que põe o narcisismo a serviço de uma enganação. Qual é ela? Quais são as vias? Suas conseqüências? O que ali é passado para trás? Como o psicanalista pode jogar com isso? “Enganação”: se essa palavra por um tempo ressoou em Lacan como associada ao simbólico (a enganação valendo como dêitico de que de fato se estava às voltas com um sujeito), é bem num outro sentido que ela aqui intervém. A enganação do amor, a enganação que é o amor, surge nos seminários em 12 de fevereiro de 1964. Neles reaparecerá, algumas vezes, pelo menos em fevereiro de 1966. Mas o próprio fato vai continuar sua estrada bem para além dessa data e sofrer notáveis transformações. Na linha “enganação”, o amor é designado como uma “falsidade” em 17 de junho de 1964, com uma “negação” e, 7 de dezembro de 1966, como um “monstro” ou ainda como “importuno” em 18 de janeiro de 1967, como um “melaço” em 21 de fevereiro de 1968. Em 9 de junho de 1971, de maneira talvez mais neutra, ele é apresentado como uma mascará. Não se imaginará, pelo menos a priori, que o amor assim colorido seja diferente do amor como dom daquilo que não se tem que, este, ainda que por pura cretinice, parece dar alguma esperança e satisfazer a ética. Ao contrário, seria possível que o amor como dom daquilo que não se tem fosse ele mesmo enganação, falsidade, negação, monstro, melaço, máscara.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Amor Lacan”, de Jean Allouch, publicado pela editora Companhia de Freud, em 2010 e com 528 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Companhia de Freud

Páginas: 528

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8577240827

ISBN13: 9788577240821

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Jean Allouch conduz a um mergulho denso e reflexivo na interseção entre psicanálise, espiritualidade e as complexidades do amor e do luto. Sua prosa se apresenta rigorosa, por vezes crítica, com uma construção que privilegia o pensamento profundo e a problematização, em vez de narrativas lineares ou personagens tradicionais. A tensão se estabelece entre o rigor conceitual e uma certa intensidade emocional, especialmente quando aborda temas como o amor como enganação ou a experiência do luto do filho. O ritmo pode variar, ora mais contemplativo e filosófico, ora mais direto e provocativo, convidando o leitor a revisitar suas próprias percepções. O foco está menos em histórias externas e mais em um diálogo íntimo com ideias e questões que desafiam a compreensão comum.

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