
Título: O Aracniano E Outros Textos
Autor: Fernand Deligny
Sinopse: Como existir aos olhos daqueles que não nos olham? A partir de sua experiência singular no cuidado de crianças autistas, o poeta e pedagogo francês Fernand Deligny tateia outros modos de vida: abertos a circunstâncias, repletos de entrecruzamentos, trocas e encontros - um viver em rede, como numa espécie de teia de aranha. Não à toa, Deligny deixou sua marca na obra de Gilles Deleuze e Félix Guattari, sobretudo no conceito de rizoma. Ao longo dos quinze ensaios desta coletânea - organizada por Sandra Alvarez de Toledo e com posfácio do psicanalista Bertrand Ogilvie - é possível vislumbrar a radicalidade de seu pensamento, tanto através de sua escrita poética, aforística e aguda, quanto através de suas cartografias - um dispositivo astucioso para desbancar a primazia da linguagem. É nessa abordagem não invasiva, sem interpretação nem “interpelação”, numa distância deliberada em relação à psicanálise, que Deligny percorre o espaço-tempo silencioso no qual habitam crianças que não falam, que vibram diante do brilho da água e que agarram as abelhas pelas asas, sem machucá-las.
Contexto da obra
Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “O Aracniano E Outros Textos”, de Fernand Deligny, publicado pela editora N-1 Edições, em 2015 e com 256 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.
Editora: N-1 Edições
Páginas: 256
Ano: 2015
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 856694318X
ISBN13: 9788566943184
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,360
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 2,00
Sobre a editora
Os livros da editora N-1 Ediçoes convidam o leitor a uma imersão em textos densos que transitam entre filosofia, política, arte e crítica social. A experiência de leitura costuma exigir atenção cuidadosa a conceitos complexos, com narrativas que oscilam entre o ensaio rigoroso e a reflexão poética, muitas vezes atravessadas por diálogos e cartas inéditas. O catálogo privilegia temas como o corpo, a temporalidade, a crítica ao racismo e às estruturas coloniais, além de explorar a relação entre arte e subjetividade. A linguagem é ao mesmo tempo densa e instigante, com ritmo que pode variar do mais contemplativo ao mais tenso, e um tom que mistura o didático com o experimental. Em meio a essa diversidade, há obras que se aproximam da filosofia política, outras que se dedicam a análises culturais e algumas que propõem cartografias conceituais para pensar o presente.
