
Título: O cavaleiro, a mulher e o padre
Autor: Georges Duby
Sinopse: Entre o ano mil e o início do século XIII, a história do casamento europeu atravessou uma crise decisiva, marcada pela luta que os dirigentes da Igreja então travaram para conseguir impor as suas concepções da instituição matrimonial. O seu projeto consistia em tornar obrigatório o celibato dos padres e, ao mesmo tempo, em encerrar os leigos no interior da célula conjugal, enquanto domínio simultaneamente consagrado e controlado pelo clero. A ordem que assim pretendiam instaurar não sucedia no entanto à simples desordem, mas a uma ordem diferente. Vinha por conseguinte contrariar velhos hábitos e obrigações morais há muito enraizados. E os homens não aceitaram facilmente que os impedissem de expulsar as mulheres, como costumavam fazer sempre que elas lhes não davam filhos ou, pura e simplesmente, sempre que se lhes deparava um melhor partido. O conflito foi por isso longo e espetacular. E, todavia, se o casamento passou desse modo a incluir-se entre os sete sacaramentos da Igreja, algumas soluções de compromisso vieram adoçar o choque entre as duas morais antagônicas, permitindo que se criasse um duplo sistema que acabou por perdurar até aos nossos dias e à nova crise da instituição matrimonial, a cujas peripécias temos assistido.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O cavaleiro, a mulher e o padre”, de Georges Duby, publicado pela editora Dom Quixote, em 1988 e com 210 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Dom Quixote
Páginas: 210
Ano: 1988
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13: 9789722001687
Sobre a editora
Os livros da editora Dom Quixote costumam oferecer uma experiência de leitura que mescla densidade histórica e humana, frequentemente explorando os efeitos do passado sobre a vida individual e coletiva. O catálogo apresenta narrativas que transitam entre o íntimo e o político, com personagens que enfrentam dilemas morais, memórias dolorosas e transformações sociais, seja em contextos de guerra, regimes autoritários ou mudanças culturais profundas. O tom varia do contemplativo ao tenso, com histórias que vão do romance histórico ao thriller, passando por relatos de sobrevivência e ficção especulativa. A linguagem tende a ser elaborada, convidando o leitor a uma reflexão cuidadosa, e o ritmo pode oscilar entre o meditativo e o urgente, conforme o tema.
