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O Colosso Anarquista

Título: O Colosso Anarquista

Autor: A. E. Van Vogt

Sinopse: "The Anarchistic Colossus" é a última obra de A.E. Van Vogt e é também uma das mais interessantes desse autor, tão estimado pelos amadores da ficção-científica no nosso país. Eis o que o próprio A.E. Van Vogt disse da sua novela: Nesta novela, eu parti do princípio de que a natureza básica do macho humano (em particular), tal como tem sido observado deste tempos antigos, não se vai alterar para melhor nos próximos tempos. Sendo assim, a minha pergunta não foi: que perfeição podemos antecipar para os seres humanos no futuro? - Foi: que espécie de tecnologia seria necesssária para manter um sistema de anarquismo entre todas as criaturas humanas que se comportam mal, à nossa volta? Nenhum governo. Nenhuma polícia. Ninguém a cuidar da loja. A operação teria de ser, toda ela, automática. Dirão que sem dúvida a ficção-científica, que tende demasiadas vezes a criar os seus próprios factos para apoiar a realidade das premissas de uma história, foi finalmente demasiado longe. Dirão que só a apresentação de uma tal questão, resulta ridícula. Os seres humanos são incorrigíveis na sua infinitamente perigosa loucura. Concordo. É exactamente o que eu disse. Mas como podeeremos criar uma sociedade anarquista apesar dessa loucura? Bem... Ao escrever isto, tenho perante mim a cópia de uma patente concedida há alguns anos a uma importante empresa construtora de aviões da costa ocidental dos EUA. Segundo ela, a técnica fotográfica kirliana é combinada com um sistema de relé. Então, ocorre o seguinte: a máquina fotográfica foca: a pessoa fotografada - um actor - finge estar possuído de cólera. A sua representação da emoção, real como é, altera o padrão kirliano. Isso acciona um relé. Do outro lado do edifício, noutro compartimento, um segundo relé liga (ou desliga) uma grande máquina. Dois pensamentos devem ser expressos à parte. Primeiro: acontece demasiadas vezes que os autores de ficção-científica do nosso tempo, ao predizerem o futuro, surjam com alguma coisa que tenha sido inventada dez anos antes. Teremos também aqui um pouco disso. Segundo: recentemente , li que um grupo de cientistas americanos provara que o efeito kirliano não podia ser conseguido sem o auxílio de humidade, e portanto não era o que se disse. Aepnas posso olhar para a minha cópia de patente já descrita - e abanar a cabeças perante o desmentido deles. A patente diz que uma máquina pode ser comandada por uma emoção humana, captada por uma máquina fotográfica ou uma câmara de televisão. Creio nisso, para os fins da história. Tenho o direito de deduzir que se uma emoção - a cólera - pode ser usada para um certo fim, então um espectro de outras emoções pode, por meio de microprocessadores - pequenos computadores determinar um grande número de acções coordenadas. Podemos portanto visualizar uma unidade completa com o seu microcomputador e os seus sensores kirlianos, mais um sistema de punição laser (que no fim constitui o próprio sistema de defesa da unidade). Imaginem isso, multiplicado por um ou mais milhares de milhões de unidades, todas auto-suficientes mas interligadas e, evidentemente, espalhadas pelo planeta. A minha história começa quando essa é a situação existente na Terra... ...Os invasores alienígenas olharam para essa sociedade ideal. E decidiram que o homem, anarquista como é, não poderia defender o seu planeta.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Colosso Anarquista”, de A. E. Van Vogt, publicado pela editora Livros do Brasil, em 1977 e com 199 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Livros do Brasil

Páginas: 199

Ano: 1977

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de A. E. Van Vogt oferece uma imersão em universos complexos e multifacetados, onde a lógica tradicional é desafiada e a identidade dos personagens se torna uma questão fluida e intrigante. A narrativa costuma alternar entre ritmos acelerados e momentos de reflexão abstrata, criando uma tensão constante entre o conhecido e o enigmático. A prosa privilegia construções que estimulam o pensamento, com protagonistas que frequentemente enfrentam dilemas existenciais e tecnológicos, muitas vezes em cenários futuristas ou cósmicos. O tom pode variar entre o cerebral e o distante, com personagens que exibem uma certa frieza emocional, o que reforça a atmosfera de mistério e complexidade. Essa experiência de leitura convida o leitor a questionar conceitos de identidade, poder e realidade, deixando no ar perguntas sobre o controle das máquinas e a natureza da consciência.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Livros do Brasil costumam transportar o leitor para universos densos, onde a ficção científica clássica e o romance policial ganham destaque, alternando entre narrativas de aventura espacial e intrigas investigativas. A experiência de leitura combina ritmo envolvente com temas que vão da exploração do espaço e dilemas éticos da humanidade até mistérios criminais elaborados, sempre com um tom que equilibra suspense e reflexão. O catálogo indica uma predileção por histórias que desafiam o leitor a acompanhar tramas complexas, ora com foco em personagens multifacetados, ora com ambientações históricas ou futuristas detalhadas. A diversidade presente nas obras sugere um equilíbrio entre o mais narrativo e o mais informativo, com textos que ora privilegiam a ação e o imaginário, ora abordam questões sociais e filosóficas.

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