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O Crime do Padre Amaro

Título: O Crime do Padre Amaro

Autor: Eça de Queiroz

Sinopse: O crime do padre Amaro, primeiro romance de Eça de Queirós (1845-1900), não é apenas “uma intriga de clérigos e de beatas tramada e murmurada à sombra de uma velha Sé”, como o próprio autor escreveu. Mas também não será, como certa crítica defende, uma mera condenação moral e espiritual do clero – e da hipocrisia abjecta das mulheres devotas, que rezam aos santos certos e se entregam a luxúrias com os homens errados. Este romance sobrevive na memória do tempo pela extraordinária força dos seus personagens – em especial de Amaro, o jovem que seguiu o sacerdócio sem real vocação e que sucumbe ao mais prosaico dos sentimentos quando se apaixona por Amélia. Acompanhar os seus atos e pensamentos – a angústia da transgressão; o ressentimento pela liberdade amorosa de terceiros; mas também a fragilidade típica do amante; os seus ciúmes reais ou imaginários; e a dilacerante ambiguidade com que ele contempla o horrendo crime – é conhecer por dentro a tragédia de um homem em carne viva que o leitor irá reconhecer como um de nós. João Pereira Coutinho Professor e colunista da Folha A Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura traz ao público 28 ilustres autores da literatura mundial cujos clássicos marcaram gerações de leitores. Entre eles estão Machado de Assis, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Oscar Wilde, Virginia Woolf, Joseph Conrad, Tolstói e outros renomados autores.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Crime do Padre Amaro”, de Eça de Queiroz, publicado pela editora Folha de S.Paulo, em 2016 e com 470 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Folha de S.Paulo

Páginas: 470

Ano: 2016

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8579492971

ISBN13: 9788579492976

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Eca de Queiroz conduz o leitor a um universo onde o retrato social se mistura com dramas íntimos e tensões morais. A prosa frequentemente combina ironia mordaz e crítica social, lançando um olhar ácido sobre a burguesia lisboeta do século XIX, com seus vícios, hipocrisias e conflitos familiares. O ritmo varia entre momentos densos e contemplativos, especialmente nas descrições detalhadas da sociedade e seus costumes, e passagens de tensão dramática, como traições e dilemas pessoais. As personagens são construídas com profundidade psicológica, revelando suas fraquezas e contradições, e o tom ora se mostra satírico, ora melancólico, sem perder a clareza e o vigor da narrativa. Essa experiência de leitura desafia o leitor a refletir sobre questões de moralidade, destino e decadência social, sempre com uma prosa que equilibra crítica e humor.

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