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O Elixir do Apocalipse: Ensaios brasileiros

Título: O Elixir do Apocalipse: Ensaios brasileiros

Autor: José Guilherme Merquior

Sinopse: O diplomata, crítico e ensaísta José Guilherme Merquior morreu com apenas 49 anos, em 1991, e sua obra, importantíssima, desapareceu do mercado. Merquior era um liberal clássico, dado a polêmicas duras, com, entre outros, Marilena Chauí, Carlos Henrique Escobar, Paulo Francis, Caetano Veloso... [O Elixir do Apocalipse se desenvolve no campo das letras, da psicanálise de Freud e Jacques Lacan; da história da filosofia política e da cultura marxista]: A voz de Göethe, o vanguardismo doutrinário e formalista em Baudelaire, T. S. Eliot, Mallarmé e Ezra Pound. A estética da recepção. No Centenário de Joyce; um retrato de Gershom Scholem. Os últimos anos de Stefan Zweig. Impressões de D. Pedro II em Lisboa (1871). Elegia de Roma. A chave de Benjamin para a abordagem da literatura -- Elias Canetti e o romance da bibliofilia; a versão irônico-fantástica de Borges. Monteiro Lobato, o "nosso" H.G. Wells. Jorge Amado, o Dickens do regionalismo brasileiro. Poesia modernista; gigantismo epistolar; e a crônica na literatura brasileira. O pensamento e o estilo de Euclides da Cunha. Machado de Assis e a Filosofia. Principados do pensamento e caudilhismo intelectual no mundo da cultura hispânica: Menéndez y Pelayo, Rodó, Unamuno; Ortega y Gasset e Octavio Paz. (...) O marxismo que girava em torno da teoria da alienação, o marxismo “humanista” e “sem grossura”, o marxismo “difuso” que se difundiu no Rio de Janeiro do começo dos anos sessenta a partir das edições de livros de Lukács em italiano – um marxismo que era mais atmosfera que crença – foi evocado em termos que quase arriscavam “um escorregão no sentimentalismo”, no âmbito de uma áspera polêmica com a “intelligentsia enlatada”, “crassamente ideológica”, instalados na universidade (...) Havia, então, marxismos e marxismos. E Merquior se sentiu desafiado a empreender uma análise mais aprofundada do tema, com criteriosa fundamentação e cuidado em identificar tradições de pesquisa e linhagens de pensamento: fixou-se no exame das expressões teóricas mais sofisticadas de correntes de pensamento que influíam com maior vigor na cultura do Ocidente (O elixir do Apocalipse, 1983). Merquior deixou publicados, entre outros, os seguintes livros: "Razão do Poema"; "Arte e Sociedade em Marcuse, Adorno e Benjamin"; "A astúcia da mímese"; "Saudades do Carnaval"; "Formalismo e tradição moderna; "Verso e universo de Drummond"; "De Anchieta a Euclides"; "O fantasma romântico e outros ensaios"; "As idéias e as formas"; "A natureza do processo"; "O argumento liberal"; "O estruturalismo dos pobres e outras questões". Além dessas obras, publicou vários outros trabalhos em colaboração com Manuel Bandeira, Franklin de Oliveira, Gilberto Freyre. Jacques Bergier, Eduardo Portella. Perry Anderson, Roberto Campos, Raymond Aron, Lucio Colletti et al. Prefaciou alguns livros e colaborou com verbetes em enciclopédias, especialmente na Mirador, dirigida por Antonio Houaiss'.'

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Elixir do Apocalipse: Ensaios brasileiros”, de José Guilherme Merquior, publicado pela editora Nova Fronteira, em 1983 e com 210 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Nova Fronteira

Páginas: 210

Ano: 1983

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de José Guilherme Merquior revela uma prosa que combina rigor analítico com clareza acessível, criando um ritmo que equilibra profundidade intelectual e fluidez. Seus textos transitam entre o exame crítico detalhado e reflexões amplas sobre cultura, política e literatura, com um tom que pode ser ao mesmo tempo sóbrio e provocativo. O leitor é convidado a acompanhar um diálogo intenso com ideias complexas, mas sem perder a objetividade, em uma experiência que estimula tanto o pensamento quanto a curiosidade. Há uma tensão constante entre tradição e modernidade, liberdade e ideologia, que se manifesta em análises que não evitam polêmicas, mas que buscam fundamentar argumentos com precisão. Os livros de José Guilherme Merquior no catálogo formam um conjunto que desafia o leitor a refletir sobre o papel da cultura e da política na sociedade, com uma escrita que privilegia o equilíbrio entre erudição e acessibilidade.

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    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Nova Fronteira revela um equilíbrio entre obras literárias densas e textos acessíveis, com atenção especial à qualidade da tradução e ao cuidado editorial. O ritmo das narrativas varia bastante, desde a fluidez envolvente de romances clássicos até o humor sutil e a leveza da poesia e das crônicas. O catálogo sugere uma preferência por histórias que exploram conflitos internos, dilemas pessoais e contextos históricos, muitas vezes com um tom reflexivo ou crítico, mas que também pode se abrir para o lúdico e o fantástico. A diversidade de formatos inclui desde ensaios e análises literárias até graphic novels e livros infantis ilustrados, o que amplia o alcance para diferentes públicos e estilos de leitura.

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