
Título: O GOSTO AMARGO DOS METAIS
Autor: Agustoni Prisca
Sinopse: Como escrever após o desastre, com o desastre? Se Drummond já dizia que “Minas não há mais”, as tragédias de Mariana e Brumadinho expõem as feridas de uma terra tão rica e tão devastada, e o preço que se paga pelo extrativismo desenfreado ao longo dos anos e décadas. Em O gosto amargo dos metais, Prisca Agustoni compõe uma obra poética de rara beleza, partindo dessa matéria-prima feita de uma avalanche de lama e das ruínas de um rio e de uma terra que ainda sobrevivem, como registra Celia Pedrosa: “essa trama de excessos e destroços, alturas e abismamentos é atravessada pelo refrão que faz o poema começar e recomeçar pela palavra Watu, nome ameríndio do Rio Doce. Escavando o rio e o tempo, neles figurando ‘dedos como garras/ debaixo d’água’ que são também ‘ramagens enxame de cabelos/ colmeias/ metamorfoses de formas/ e folhas’, Prisca escava com força também a língua, evitando todo imediatismo e reativando “a fúria de refundar algo em cima da ruína”.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “O GOSTO AMARGO DOS METAIS”, de Agustoni Prisca, publicado pela editora 7Letras, em 2022 e com 80 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: 7Letras
Páginas: 80
Ano: 2022
Edição: Primeira Edição.
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6559053377
ISBN13: 9786559053377
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,290
- Altura (cm): 23,00
- Largura (cm): 15,50
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora 7Letras convidam o leitor a um mergulho sensível e reflexivo, onde poesia e prosa se entrelaçam para explorar o humano em suas múltiplas dimensões. A experiência de leitura é marcada por narrativas que transitam entre o íntimo e o coletivo, com um tom que pode variar do lírico ao ensaístico, sempre com linguagem acessível e muitas vezes experimental. O catálogo revela uma atenção especial à poesia contemporânea que dialoga com o cotidiano, o tempo e a memória, além de obras que investigam temas como filosofia, psicanálise e história cultural brasileira. Há também espaço para contos que exploram a vida urbana e suas tensões, assim como para estudos críticos que ampliam o entendimento das artes e das letras.
