
Título: O grito da borboleta
Autor: João Lucas Dusi
Sinopse: Sinopse: "O grito da borboleta", livro de estreia de João Lucas Dusi, beira o insuportável, cambaleia na beira do abismo, causa diarreias, vertigens, calores noturnos, e profunda sensação de arrebatamento estético. Sua narrativa precisa e sofisticada nos apresenta, com graus severos de ironia e sarcasmo, personagens que forjam o impossível, afundados nos graus mais abjetos de entorpecimento e humanidade. Os personagens que atravessam os contos nos lembram que, se hoje achamos que ninguém pode ser mais repugnante que o governante que fala só para chocar e se deleita com a miséria e a tortura, a experiência literária ainda pode levar para mais longe a potencialidade da derrocada humana (ainda que os jornais, enquanto escrevo, tenham disponibilizado fotos de cabeças decepadas numa rebelião num presídio). O autor, no entanto, não goza com o desastre: seus narradores e personagens nos proporcionam algo como o equivalente da catarse no teatro ateniense. [✒️ por Rodrigo Tadeu Gonçalves]
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O grito da borboleta”, de João Lucas Dusi, publicado pela editora Editora Penalux, em 2019 e com 80 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editora Penalux
Páginas: 80
Ano: 2019
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788558335607
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Penalux oferecem uma experiência literária marcada por uma forte presença da poesia e da prosa reflexiva, com um foco evidente na exploração da subjetividade humana e das emoções. Muitas obras convidam o leitor a um mergulho íntimo, seja por meio de versos que abordam temas como a existência feminina, a morte, a memória e o luto, ou por narrativas que transitam entre o real e o subjetivo, com uma linguagem que ora é lírica e sensorial, ora analítica e crítica. O catálogo sugere uma preferência por textos que valorizam o lirismo e a densidade emocional, com ritmo que pode ser tanto meditativo quanto pulsante, e que frequentemente propõem uma reflexão sobre o tempo, a identidade e as relações humanas.
