
Título: O Homem Absurdo
Autor: Sérgio Ricardo de Aquino
Sinopse: O homem é ABSURDO em sua condição mais peculiar embora não se constitua no ABSURDO da existência. É ABSURDO porque é gratuidade efetiva, nada e ninguém conseguem justificá-lo absolutamente constituindo um sentido eficaz. A condição trágica da existência humana torna-o um ser errante e ambíguo, durante todo o seu percurso. Em sua finitude e incompletude esse andarilho caminha inseguro e por isso tem necessidade da constituição de razão, sentido, transcendência, valores para projetar suas limitações e na maioria das vezes, fugir da angústia, do desespero e do nada que são os seus mais legítimos fundamentos. Quando ousa enfrentar e se confrontar com a angústia, torna-se um gladiador em contínua luta consigo mesmo, deixando de ser a cada instante, para recuperar a si mesmo de forma mais contundente e madura. O homem age, cria e recria situações em que vive, existe ou projeta mimeticamente a sua andança em direção ao mais profundo que é a constituição de si mesmo ou a negação de si mesmo. Autenticidade e inautenticidade são condições existenciais. Concretizá-las depende do esforço e da decisão existencial do singular. Assumir a sua real condição seria uma boa alternativa para superar os dualismos que ele mesmo cria, e o sufoca e que impede de existir como Homem. Ironicamente ele mesmo aniquila a si próprio quando transforma a efetividade dilacerada da existência em representação e a organização disfarçada em controle e ajustamento social, destituindo a sua humanidade e vestindo a roupagem do HOMEM ABSURDO. Vindo do nada e sem uma fundamentação para o seu existir, o homem vive, por um lado, de projeções e constrói embaralhados quebra cabeças para continuar a viver uma vida de máscara e de tédio, que o atira num mar de lamas coberto por uma camada muito ténue de racionalidade, moralismo e civilização. Por outro lado, ele assume a esperança e a responsabilidade em edificar um lugar decente para construir a sua moradia, que seria o seu caráter em relação direta com o totalmente OUTRO. A tarefa de superar o absurdo enquanto niilismo parece difícil e exaustiva como demonstram os autores ao longo dos XXII aforismos, mas constitui numa exigência histórica de transfiguração e transvaloração do mesquinho mundo do rebanho, da reprodução em massa e da falta de singularidades como alternativa ao mundo dos individualismos e das homogeneidades que transformam tudo e todos em iguais e em unidimensionalidade rasa.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Homem Absurdo”, de Sérgio Ricardo de Aquino, publicado pela editora Deviant, em 1969 e com 90 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Deviant
Páginas: 90
Ano: 1969
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8569114192
ISBN13: 9788569114192
