
Título: O homem da viola azul
Autor: Wallace Stevens
Sinopse: O HOMEM DO VIOLÃO AZUL I Homem curvado sobre violão, Como se fosse foice. Dia verde. Disseram: "É azul teu violão, Não tocas as coisas tais como são". E o homem disse: As coisas tais como são Se modificam sobre o violão". E eles disseram: "Toca uma canção Que esteja além de nós, mas seja nós, No violão azul, toca a canção Das coisas justamente como são". II Não sei fechar um mundo bem redondo, Ainda que o remende como sei. Canto heróis de grandes olhos, barbas De bronze, mas homem jamais cantei. Ainda que o remende como sei E chegue quase ao homem que não cantei. Mas se cantar só quase ao homem Não chega às coisas tais como são, Então que seja só o cantar azul De um homem que toca violão. O IMPERADOR DO SORVETE Chama o enrolador de charutos, O musculoso, e pede que ele bata Em xícaras caseiras cremes lúbricos. Que as raparigas vistam as roupas Que é seu costume usar, e os rapazes Tragam flores no jornal do mês passado. Que parecer termine em ser somente. O único imperador é o imperador do sorvete. Pega no armário de pinho, Com os puxadores de vidro quebrados, O lençol que ela bordou com pombas E cobre todo o corpo dela, até o rosto. Se um pé ossudo aparecer, verão Que fria e dura que ela está. Que fixe a lâmpada seu feixe quente. O único imperador é o imperador do sorvete.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O homem da viola azul”, de Wallace Stevens, publicado pela editora Relógio D'Água, em 2005 e com 112 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Relógio D'Água
Páginas: 112
Ano: 2005
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9727088554
ISBN13: 9789727088553
Sobre a editora
Os livros da editora Relógio D'Água apresentam uma leitura que mescla densidade intelectual e narrativa envolvente, transitando entre a poesia, a filosofia e a ficção literária com forte carga reflexiva. As obras frequentemente exploram tensões entre pensamento e ação, passado e presente, individual e coletivo, criando atmosferas que oscilam entre o íntimo e o universal. O ritmo das narrativas varia, podendo ser contemplativo e psicológico em alguns casos, ou marcado por conflitos morais e políticos em outros, sempre com uma linguagem que privilegia a precisão e a profundidade. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a condição humana, o poder, a memória e as contradições sociais, com textos que dialogam tanto com a tradição clássica quanto com questões contemporâneas.
